Exportações de calçados geram US$ 1,09 bilhão em 2017

Segundo Abicalçados, resultado foi o melhor desde 2013

Da Redação

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Exportações de calçados geram US$ 1,09 bi em 2017, anuncia Abicalçados

As turbulências políticas e econômicas internacionais, as consequentes oscilações cambiais e os problemas estruturais do sistema produtivo brasileiro não foram suficientes para segurar as exportações de calçados no ano passado. No período, e com grande esforço em promoção de produto, comercial e de imagem, os calçadistas embarcaram 127,1 milhões de pares que geraram US$ 1,09 bilhão, 9,3% mais do que em 2016 e o melhor resultado financeiro desde 2013 (quando foi de US$ 1,095 bilhão). Já o resultado físico ficou apenas 1,2% acima do registrado em 2016, o que demonstra um encarecimento do produto brasileiro, especialmente, em função da desvalorização da moeda norte-americana registrada ao longo do ano passado. 

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, os resultados poderiam ser melhores não fosse a oscilação cambial. “Chegamos a ter um câmbio próximo a R$ 3,40 durante o ano, valor que caiu à casa de R$ 3,20. Evidentemente que teve reflexo no preço do nosso calçado, que ficou mais caro para o comprador estrangeiro. Iniciamos o ano com preço médio de US$ 7 e encerramos comercializando a quase US$ 9”, avalia. No entanto, para Klein, o câmbio não pode ser encarado como um fator de competitividade, mas sim como um compensador das perdas ocasionadas pelo oneroso custo de produção brasileiro. “Infelizmente, os nossos principais concorrentes estão muito à frente no quesito carga tributária, logística e custos de produção em geral, o que faz com que percamos competitividade”, argumenta. 

Segundo Klein, o exportador brasileiro foi “heroico” em 2017, trabalhando estratégias diferenciadas para atração de compradores, com produtos de maior valor agregado e que concorram não apenas no preço, mas em qualidade. “Se o exportador competir no preço, está com dias contados. Nisso, os asiáticos são imbatíveis. Por isso é importante fazermos a lição de casa, melhorar as condições de produtividade do portão para dentro da fábrica e esperar menos por mudanças econômicas e tributárias que, infelizmente, parecem distantes de ocorrer”, conclui o executivo.

Respondendo por 41,4% do valor gerado com as exportações de calçados, o Rio Grande do Sul foi o maior vendedor internacional do produto em 2017. No ano passado, saíram das fábricas gaúchas 28,1 milhões de pares que geraram US$ 451,8 milhões, queda de 2% em volume e incremento de 3,6% em receita no comparativo com 2016. O segundo maior exportador em receita – primeiro em volume – foi o Ceará. Em 2017, os cearenses embarcaram quase 50 milhões de pares que geraram 289 milhões, altas tanto em volume (4,8%) quanto em receita (7,2%) em relação a 2016. Fechando o pódio dos exportadores de calçados, São Paulo embarcou 7,4 milhões por US$ 113,7 milhões, queda de 18% em volume e incremento de 5,5% em valores em relação ao ano anterior.

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