RS cria Rota das Cervejarias Artesanais para fomentar produção

Lei sancionada deve integrar 22 municípios. O mercado brasileiro está entre os três maiores do mundo

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Rio Grande do Sul cria Rota das Cervejarias Artesanais para fomentar produção

O Rio Grande do Sul entra, a partir desta quinta-feira (4), na rota dos apaixonados por cerveja. O consumo da diversificada produção cervejeira artesanal, que já deixou de ser uma mera tendência de mercado no Brasil, é tido agora como uma oportunidade para o desenvolvimento econômico e turístico de municípios gaúchos. O governador José Ivo Sartori reconheceu o potencial em expansão e sancionou o Projeto de Lei 38/2016, aprovado por unanimidade pelos deputados estaduais em dezembro passado, que cria a Região das Cervejarias Artesanais no Estado.

Do preparo do malte de cevada e da adição de água e lúpulo à fermentação, maturação, filtragem e envase, a produção de cervejas gaúchas teve início no século 19 em áreas de colonização germânica. A lei sancionada deve integrar 22 municípios, contemplando a região turística da Rota Romântica e outras localidades interessadas culturalmente. Os municípios que farão parte da nova rota são Novo Hamburgo, São Leopoldo, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Morro Reuter, Santa Maria do Herval, Presidente Lucena, Linha Nova, Picada Café, Nova Petrópolis, Gramado (foto), Canela, São Francisco de Paula, Alto Feliz, Campo Bom, Feliz, Igrejinha, São Vendelino, Sapiranga, Três Coroas e Vale Real.

Da cervejaria O Farol, de Canela, Mateus José da Silva afirmou que este é um grande passo para as cervejarias da região. “É a consolidação de um setor produtor de alta qualidade. Acredito que o embasamento turístico e gastronômico vai ser de grande importância para nós. O apoio que estamos recebendo do governo é de suma importância pra levar nosso estado à frente”, afirma.  “A nossa cidade, desde 2015, é a Capital Nacional da Cerveja Artesanal. Esse encontro vem para impulsionar a região. A cerveja é muito mais que uma bebida, é história e tradição”, ressaltoa Albano José Kunrath, prefeito de Feliz.

Mercado cervejeiro
O mercado brasileiro está entre os três maiores do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos. Segundo o Instituto da Cerveja, o consumo no país movimentou R$ 77 bilhões em 2016, o que corresponde a 1,6% do PIB. As microcervejarias são responsáveis por menos de 1% do faturamento do setor, conforme pesquisa do Sebrae divulgada pelo instituto, mas os número revelam grande potencial de crescimento. De 2007 a 2015, houve um aumento de mais de 500% no número de microcervejarias no país. A concentração econômica registra que 91% delas estejam nas regiões Sul e Sudeste, segundo estimativa feita há dois anos.

Nos últimos anos, a taxa de crescimento do mercado de cervejas artesanais permaneceu em torno de 30% ao ano. Além disso, o setor é um dos que mais emprega, com mais de 2,2 milhões de trabalhadores ao longo da cadeia de produção. “O turismo necessita de novas ideias e novos produtos, deve se moldar, diariamente, à nossa economia. Esses são os passos que enfrentamos todos os dias, e temos, hoje, um produto muito bom. Queremos, com isso, trazer também a gastronomia e a cultura em destaque. O momento é das cervejarias”, salienta Cláudio Weber, presidente da Rota Romântica.


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