Tarifa branca pode trazer alívio ao bolso do consumidor

Energia consumida fora do horário de pico será mais barata

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

Energia consumida fora do horário de pico será mais barata

A partir deste mês, os consumidores poderão solicitar a adesão à tarifa branca de energia elétrica, que basicamente é a escolha da adoção de preço diferenciado de acordo com o horário de consumo – o que já ocorre em países da Europa. Com a tarifa branca, a energia consumida fora do horário de pico será mais barata. As regras determinam três faixas de horárias nos dias úteis em que os preços da energia serão diferenciados: ponta, intermediário e fora de ponta. O horário com energia mais cara, o de ponta, terá duração de três horas, geralmente no turno da noite; a tarifa intermediária será uma hora antes e uma hora depois do horário de ponta; os horários restantes serão considerados fora de ponta. 

A Agência Nacional de Energia (Aneel) classificou os consumidores em três faixas para que possam aderir ao novo sistema. Usuários que consomem mais de 500 quilowatts-hora em média, por mês, poderão fazer isso imediatamente. Quem consome entre 250 quilowatts-hora e 500 quilowatts-hora, a partir de 2019, e os demais consumidores, a partir de 2020.

A expectativa da Aneel é que 2,5 milhões de unidades consumidoras façam a adesão à tarifa branca nessa primeira fase. “Os grandes consumidores, como indústria, e os consumidores da tarifa social de energia, não terão acesso ao benefício. Para aderir ao sistema, o consumidor terá de formalizar solicitação à distribuidora, que instalará um novo tipo de medidor, que contabilizará o consumo para os diferentes faixas de horário”, explica Juliana Rios, gerente da CAS Tecnologia, empresa que desenvolve soluções inteligentes para redes de água, energia e gás. “Com a adesão, o hábito de consumo de energia no país pode mudar, resultando em melhora e aumento da eficiência das distribuidoras de energia, e diminuição de custos repassados à sociedade, inclusive no alivio da inflação”, projeta a especialista.


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