CMPC planeja construir segunda fábrica no Brasil

Lei que veta aquisição de terras por estrangeiros é a principal barreira

Da Redação

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CMPC tem interesse em ter segunda fábrica no Brasil

O diretor-presidente do grupo CMPC, Hernán Rodriguez Wilson, afirmou que a empresa tem interesse em construir uma segunda fábrica de celulose no Brasil. Porém, o projeto está condicionado à revisão da lei que impede a aquisição de terras por estrangeiros no país. “Sempre escutamos as boas intenções, entendemos que há prazos legislativos a cumprir, mas essa boa intenção estamos ouvindo há muito tempo”, cobrou Wilson. Pelos cálculos do CEO, a CMPC necessitaria de até 150 mil hectares de florestas plantadas para ter uma nova unidade. Cerca de 300 mil hectares de terras seriam precisos para tirar o plano do papel. A localização da nova unidade seria o sul do Rio Grande do Sul, talvez em Pelotas, mas a CMPC não descarta outras regiões do país. 

Segundo Wilson, a fábrica estabelecida em Guaíba (foto) não tem condições de ser ampliada novamente. A unidade, aliás, vai encerrar o ano com uma produção de 1,1 milhão de toneladas. O valor é inferior ao total de 1,8 milhão de toneladas, capacidade máxima da planta. A queda da produção se deveu à paralisação da unidade durante cinco meses, em função de problemas na caldeira de recuperação da linha dois. A companhia está negociando com a Mapfre o pagamento do valor do seguro estimado em US$ 200 milhões. A  seguradora informou que o contrato não cobre nem a reparação da caldeira nem a reposição dos valores das vendas interrompidas por três meses.

Para 2018, Wilson prevê a produção plena de 1,8 milhão de toneladas em Guaíba, que responde por quase metade (43%) da capacidade total do grupo chileno, de 4,1 milhões de toneladas por ano. O executivo recebeu a imprensa para o tradicional encontro de confraternização nesta segunda-feira (18), em Porto Alegre. Também participaram do encontro o diretor para assuntos corporativos, Guillermo Turner Olea; o diretor florestal e de celulose, Francisco Ruiz Tagle; e o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes.  


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