Federasul está otimista com a economia em 2018

Dados mostram que o Rio Grande do Sul crescerá menos que o Brasil

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

O vice-presidente Fernando Marchet e Simone Leite apresentaram as perspectivas da Federasul para 2018

A retomada do crescimento econômico brasileiro será puxada pela indústria e pelo comércio e não pelo agronegócio. Esta é a previsão da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) para o próximo ano. Segundo dados apresentados nesta quinta-feira (14) pela presidente Simone Leite (na foto, à direita) e pelo vice-presidente e coordenador do Núcleo de Economia da entidade, Fernando Marchet (na foto, à esquerda), o cenário para o Brasil é um e para o Rio Grande do Sul, outro. “Precisamos menos burocracia e mais atitudes para fazer girar o círculo virtuoso da economia”, declarou a presidente citando como exemplo a necessidade de medidas para impulsionar o desenvolvimento, como concessões, PPPs e menos hostilidade com os empreendedores.

Simone destacou que a entidade sempre apoiou o conjunto de medidas para renegociação da dívida. Mas citou dois exemplos de falta de atitudes do governo: o aeroporto e o porto, projetos paralisados pela burocracia e que estão motivando que muitos dos negócios daqui sejam realizados em outros Estados. “As obras do aeroporto de Florianópolis estão em andamento e as do Salgado Filho dependem da burocracia. O mesmo acontece com o porto de Rio Grande”, lembrou.  A presidente enfatizou ainda que o “Rio Grande do Sul é um Estado muito dependente da economia brasileira. Não tem capacidade de potencializar soluções isoladas”. Por esta razão, Marchet e Simone observaram que qualquer movimento nacional impacta na economia gaúcha.

Já na economia nacional, de acordo com Marchet, é esperado um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 de 0,5% e de 2,8% em 2018. Para o Rio Grande do Sul, esse aumento fica em 1,4% neste ano e 1,9% no próximo. Segundo o economista, esses números serão puxados principalmente pela indústria e pelo comércio, diferente da perspectiva do ano passado, quando a retomada da economia aconteceu pelo crescimento do agronegócio. “Nós estamos crescendo de forma moderada, com desempenho comedido do setor agrícola e mais nas áreas do comércio e de serviços”, observou.

Aumenta também a perspectiva na geração de emprego e do nível de confiança do consumidor, o que também deverá ajudar na baixa da taxa de juros. De acordo com os dados apresentados pela Federasul, a taxa Selic hoje, de 7% deverá, para o próximo ano, ser de 6,75%. No entanto, todo cenário otimista previsto está condicionado às questões estruturais, tais como as reformas que precisam ser adotadas e também as eleições de 2018. Simone Leite também enfatizou a importância da continuidade das reformas – principalmente a da Previdência. “É preciso que haja igualdade entre o público e o privado. O que vemos hoje não são direitos adquiridos, são privilégios adquiridos”, avaliou. “As dificuldades para aprovar reformas vão impactar na taxa de juro de longo prazo”, enfatizou Marchet. 


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