O ano de 2018 será marcado pela recuperação econômica

PIB estimado para o Brasil é de 2,8%, prevê Fecomércio-RS

Da Redação

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O ano de 2018 será marcado pela recuperação econômica, estima Fecomércio-RS

O ano de 2018 deve ser marcado pela recuperação da atividade econômica, processo que traz como consequência o aumento lento e gradual da inflação. E sem o impacto positivo dos alimentos, o IPCA que deve voltar a acelerar, alcançando 4,6% em 2017. Essa análise e projeções são da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul que apresentou as perspectivas para 2018 e fez um balanço da economia e das atividades do Sistema Fecomércio-RS no ano. A indexação da economia brasileira vai ajudar a segurar a inflação, mas, ao final de 2018,  o Banco Central (BC) poderá iniciar a elevação da taxa básica de juros (Selic), já de olho na meta inflacionária de 2019. Apesar de ter fechado o ano em 7% ao ano – a menor taxa de juros da série histórica do BC, a Selic deve alcançar 8% até dezembro de 2018.

Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn (foto), o crescimento econômico no ano que vem será puxado essencialmente pelo consumo. O poder de compra das famílias foi aumentado em 2017 pela dinâmica da inflação e dos juros. Além disso, ainda que timidamente, o mercado de trabalho dá sinais de melhora, o que ajuda a reforçar a confiança e o retorno ao consumo.  Ainda do ponto de vista da demanda, apesar de se esperar elevação no investimento, fundamental para o crescimento da produtividade, há elementos que freiam sua expansão. “A capacidade ociosa e a incerteza política devem influenciar e conter a elevação de investimentos em muitos setores.”, analisa Bohn. Do ponto de vista da produção, espera-se um comportamento mais homogêneo entre os setores. A agropecuária, porém deverá sofre com a alta base de comparação de 2017.

O crescimento do PIB projetado para o Brasil no final de 2018 é de 2,8%, acelerando com relação ao verificado em 2017. No Rio Grande do Sul, a estimativa fica abaixo da expectativa nacional, com crescimento esperado de 1,9% no próximo ano. “Apesar dos indicadores positivos de 2017 e o que se desenha para 2018, os crescimentos somados não compensarão as perdas acumuladas nos anos de 2015 e 2016”, afirma Bohn. As perspectivas da entidade, que consideram um quadro de relativa estabilidade no campo político, ainda projetam o dólar a R$ 3,45 para o final de 2018. “É importante ressaltar que as eleições presidenciais vão gerar grandes incertezas no cenário econômico brasileiro, causando volatilidade, especialmente, em variáveis sensíveis”, pontua. Assim, na visão de Bohn, a campanha eleitoral poderá afetar o desempenho do câmbio, inflação e juros ainda em 2018 e comprometer o crescimento econômico para 2019.


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