Portonave: competência e sustentabilidade

Com o terminal consolidado, a expansão tornou-se uma necessidade

Da Redação

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Vista aérea do terminal da Portonave

O trecho a seguir faz parte do livro “Santa Catarina – Grandes Marcas”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.

Transformar um pedaço de terra às margens do Rio Itajaí-Açu em um terminal portuário moderno e competitivo: esse foi o desafio assumido pela Portonave. Até iniciar sua operação, em 2007, a companhia levou cerca de dez anos com a aquisição dos terrenos, obtenção dos licenciamentos prévios e realização de estudos da área para a preparação das obras. A autorização do Ministério dos Transportes para o funcionamento do que seria o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil veio em 2001. Entre os desafios inerentes ao pioneirismo do empreendimento – do projeto saindo da estaca zero, passando por marcos regulatórios incertos para portos privados –, em 21 de outubro de 2007, o porto iniciou as atividades atracando o primeiro navio, o MSC Uruguay.

Já em 2008, com 900 metros de berço, com uma câmara frigorífica e apenas um ano de operação, o porto recebeu a certificação ISPS Code – sendo o primeiro terminal brasileiro a iniciar suas operações integralmente dentro dos requisitos de obrigatoriedade do certificado. Em 2012, passou a receber navios com mais de 300 metros. Nesse período de crescimento, a Portonave recebeu várias certificações, entre elas, ISO 9001/2008 e ISO 14001/2004. Validando o seu pioneirismo na atividade, foi também o primeiro terminal portuário brasileiro a receber o título de Operador Portuário do Ano no Lloyd’s List Global Awards e obteve menção honrosa no Containerisation International Awards, em Londres.

Com o terminal consolidado e estruturado com equipe e tecnologia de ponta, a expansão tornou-se uma necessidade. A segunda fase de ampliação, em 2015, levou o terminal a aproximadamente 400 mil m² de área, o que permitiu dobrar a capacidade estática do pátio que recebe e armazena os contêineres – passando de 15 mil para 30 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Em 2014, a Portonave bateu o recorde sul-americano de produtividade, com a marca de 270,4 movimentos por hora (MPH), ampliando sua frota de equipamentos de mobilidade. 

A infraestrutura da Portonave permite receber grandes navios, pois dispõe dos mais modernos equipamentos portuários com três berços de atracação, cais com 900 metros, bacia de evolução de 400 metros, canal em aprofundamento para 14 metros, seis portêineres (guindastes que fazem a movimentação do contêiner do navio para os caminhões e vice-versa), 18 transtêineres (equipamentos de movimentação de contêineres do pátio para os caminhões e vice-versa), além de uma subestação de energia com capacidade superior da demanda. Atendendo a todos os padrões de segurança, nacionais e internacionais, a Portonave está habilitada a operar cargas para qualquer lugar do mundo, inclusive com linha de cabotagem. 

A preocupação com o meio ambiente sempre norteou as ações da Portonave. Antes de o terminal entrar em operação, a companhia realizou estudos minuciosos de análise dos impactos ambientais. Desde lá, vem perseguindo a máxima do desenvolvimento sustentável. Com um núcleo próprio, liderado por engenheiros e técnicos ambientais, a Portonave opera um sistema de gestão ambiental bem estabelecido, com investimentos expressivos na área e monitoramento rígido em todas as atividades. 


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