O tripé que move a Engie

O mote “descarbonizar, descentralizar e digitalizar” orienta a empresa para a geração de energia limpa e renovável

Por Laura D´Angelo

redacao@amanha.com.br

Unidade da catarinense Engie, ex-Tractebel

Descarbonizar, descentralizar e digitalizar. Há pouco mais de um ano, esses três verbos têm norteado as ações do grupo Engie no Brasil, em especial a Engie Brasil Energia, braço de geração e comercialização de energia. A companhia tem seguido à risca o novo lema. É só verificar o investimento realizado na geração de energia renovável no segundo trimestre de 2017. Foram cerca de R$ 322 milhões destinados à construção e finalização de três usinas: uma no Centro Fotovoltaico em Assu (RN), que deve entrar em operação ainda este ano; outra no Complexo Eólico Campo Largo (BA); e a terceira, já em funcionamento, no Complexo Eólico Santa Mônica (CE).

As novas usinas se somam às 31 unidades que estão em operação. Hoje, 90% da capacidade geradora instalada da companhia provém de fontes limpas e renováveis, índice que tende a aumentar depois da participação no leilão das hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em setembro onde a companhia arrematou duas hidrelétricas por R$ 3,5 bilhões. Segundo o CEO Eduardo Sattamini, a Engie também tem interesse nas possíveis privatizações de hidrelétricas da Eletrobras. E há mais por vir. “Estamos analisando aquisições em energias renováveis, incluindo usinas operacionais ou em construção. E existe negociação em fase adiantada”, revela Sattamini.  

A Engie deve investir R$ 4 bilhões neste e no próximo ano, incluindo os demais negócios do grupo no país. Mas não é só para a construção e compra de ativos que esse montante será dedicado. Parte dele tem como destino projetos de inovação, como o desenvolvido em parceria com a UFSC e com a Guascor do Brasil, que testa a armazenagem e o uso de baterias eletroquímicas ligadas às instalações de geração solar e eólica. Há também outro projeto, que estuda o hidrogênio natural, presente no subsolo, como fonte sustentável de energia limpa. “Os projetos de pesquisa têm sido ricas oportunidades para testar não apenas tecnologias de ponta, como também novos modelos de negócio”, salienta Sattamini. Um exemplo de que os três verbos que compõem o lema da Engie guiam a empresa para estar em compasso com as tendências do setor – ou, se possível, alguns passos à frente.

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