Indústria criativa de SC busca novos modelos de negócios

Fiesc monitora as tendências do setor por meio do PDIC

Da Redação

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Indústria criativa de Santa Catarina busca novos modelos de negócios

A indústria criativa de Santa Catarina, com foco em mídia e entretenimento, está construindo o planejamento estratégico do setor para encontrar novos modelos de negócios. Oito tendências orientam o plano. Entre elas, destaca-se a transmídia, que significa criar negócios baseados numa determinada propriedade intelectual autoral que dê origem a diferentes tipos de produtos e receitas. Um exemplo disso é a Turma da Mônica, que começou com histórias em quadrinhos, mas ganhou outras mídias (desenho em TV, filme, produtos licenciados, etc.). A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC), da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). 

A indústria criativa passa por forte expansão e transformação no mundo. Santa Catarina tem vocação para esse setor, mas o Estado tem atraído uma parcela pequena dos investimentos disponibilizados por meio de mecanismos federais de fomento para os segmentos criativos. O volume de investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) alcançou R$ 622 milhões em 2016. Os estados que apresentam maior utilização dos recursos do FSA são Rio de Janeiro e São Paulo (71% do total). Santa Catarina encontra-se na 16ª colocação, com a utilização de R$ 1,79 milhão dos recursos disponíveis.

Além disso, a convergência digital tem mudado a forma e os meios pelos quais a informação chega ao consumidor final. Os serviços Over-The-Top (OTT), que são as transmissões de conteúdo audiovisual e música por meio de plataformas IP diretamente ao consumidor final, sem o controle dos distribuidores tradicionais desse conteúdo, estão ganhando relevância. O Netflix é um exemplo. Ele alcança o consumidor sem precisar de uma operadora de TV por assinatura. 

O diretor de desenvolvimento institucional e industrial da Fiesc, Carlos Henrique Ramos Fonseca, disse que por meio do PDIC a entidade monitora as tendências com o objetivo de antecipar aos setores as tecnologias disruptivas ou não que podem afetar diretamente os negócios. “Um dos objetivos do monitoramento é identificar tecnologia emergente. A indústria criativa tem suas particularidades, mas é transversal a vários setores, como turismo, cultura e tecnologia da informação e comunicação. Por isso, decidimos construir uma rota estratégica específica, até pela potencialidade do Estado, que é reconhecido como um ecossistema de inovação ímpar em nível nacional. Então temos potencial de ser líder nesse setor”, explicou.

No período de 2011 a 2016 percebe-se crescimento de aproximadamente 13% no número de estabelecimentos para o setor criativo em Santa Catarina, que tem 1.545 empresas, sendo 83% microempresas. Do total das companhias do setor, 44% pertencem ao segmento de publicidade e pesquisa de mercado, seguido de rádio e TV 17,4%. No quesito emprego, as companhias que mais empregam são as de pequeno porte, com 49% das vagas. Do total de empregos da indústria criativa, 43,7% pertencem as atividades de rádio e televisão, seguido por publicidade, com 28,3%.


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