Relação comercial entre Brasil e Alemanha poderá avançar

35ª edição do Encontro Econômico Brasil Alemanha ocorre no Sul

Da Redação

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35ª edição do Encontro Econômico Brasil Alemanha ocorre na sede da Fiergs

O 35º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA 2017), que teve início nesta segunda-feira (13), confirmou todas as expectativas que estavam sendo construídas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das Indústrias da Alemanha (BDI) em relação ao ambiente de negócios mais favorável para gerar resultados para os dois países. Além dos cerca de 2 mil empresários industriais dos dois países, a presença de autoridades, como o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, deu chance para que as percepções e demandas do setor privado fossem levadas diretamente ao governo. O EEBA 2017 ocorre em Porto Alegre, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Entre as novidades que os empresários puderam conquistar está o acordo de cooperação técnica para integrar o Rota Global, do setor privado, ao Plano Nacional de Cultura Exportadora, do governo federal. A CNI e o MDIC deverão trabalhar em conjunto e a ideia é atender 474 empresas de mais de 20 setores, entre eles alimentos, bebidas, tabaco, têxteis, confecções e calçados, farmacêutica e cosméticos, máquinas e equipamentos, móveis e metalurgia, em 17 estados brasileiros, para que elas façam a sua primeira exportação até abril de 2018. “Esse acordo entre setor privado e governo nos permitirá expandir o número de empresas do Rota Global em todo o país e consolidar um modelo harmonizado de atendimento às demandas de empresas envolvendo diversas entidades. Com essa medida vamos evitar sobreposição de ações”, declarou Robson Braga de Andrade, presidente da CNI. O Rota Global oferece consultoria completa para empresas não exportadoras empreenderem no mercado internacional. O programa foi desenvolvido pela CNI, com recursos do AL-Invest 5.0, financiado pela Comissão Europeia. As 474 indústrias serão acompanhadas desde a construção do plano de negócios até a consolidação da empresa no mercado externo. 

As rodadas de negócios contabilizam 97 empresas alemãs e 532 empresas brasileiras. A expectativa é que ocorram mais de 400 reuniões empresariais, com perspectiva de US$ 10 milhões de resultados. As empresas participantes são principalmente dos setores de alimentos, couro e calçados, energias renováveis, química e petroquímica, saúde e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O evento é realizado em parceria com a Rede Enterprise Europe Network (EEN), coordenada pela Comissão Europeia, e tem apoio da Apex-Brasil. 

Dupla tributação
A CNI tem trabalhado para que se concretize uma nova convenção para evitar a dupla tributação da renda entre Brasil e Alemanha. Isso deverá ser prioridade em um acordo bilateral porque tem potencial para aumentar a segurança jurídica e a competividade das empresas nos negócios bilaterais. O histórico dos dados de fluxos de investimentos bilaterais demonstra que a situação atual está aquém do seu potencial. A Alemanha é um importante investidor no Brasil. No entanto, os estoques de investimentos desse país sofreram uma queda significativa entre 2010 e 2015. Mesmo assim, o país europeu é um dos principais investidores estrangeiros no Brasil, ocupando a oitava posição em 2015, representando 3% do total de estoque de investimentos estrangeiros no Brasil com concentração de 71,5% na indústria de transformação. A celebração de uma convenção para evitar a dupla tributação contribuirá para a facilitação de negócios e investimentos.

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