Meirelles afirma que o país vive novo ciclo de crescimento

Ministro destacou que o Brasil começa a mudar por causa das reformas

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

Henrique Meirelles afirma que Brasil vive um novo ciclo de crescimento

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (foto), disse nesta sexta-feira (10), em reunião com economistas e empresários no Sul que o país começa a mudar em função de uma agenda intensa de reformas estabelecida pelo governo. “Saímos da recessão mais longa da história. Estamos no início de um novo ciclo de crescimento sustentado, e este ciclo será caracterizado por longa duração e baixa volatilidade”, assegurou Meirelles, durante palestra na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). 

A vinda de Meirelles a Porto Alegre teve como assunto principal a economia do país. O ministro falou da recessão de um ano atrás e das medidas que foram adotadas até agora. Segundo o ministro, elas estão fazendo o Brasil voltar a crescer. Citou, por exemplo, a aprovacão do teto que limita os gastos públicos e da Reforma Trabalhista, destacando a necessidade de aprovar também a Reforma da Previdência. "Hoje, estamos entrando em um novo período, pois o PIB cresceu e os investidores estão voltando a confiar em nós. É importante unir todas as forças públicas e privadas para recuperar a economia", destacou. “Ainda que a inflação tenha caído, não podemos descansar nunca, pois ela precisa de controle constante”, argumentou. “Nossa expectativa de crescimento do PIB para o próximo ano é de 2%. Entretanto, o setor privado já o vê com um viés de alta de 2,5% e até acham que pode ser maior do que isto. Existe a previsão de analistas de um crescimento de até 3%”, enalteceu. 

Para o ministro da Fazenda, porém, a manutenção do crescimento sustentável só se dará com a aprovação das mudanças na Previdência, algo que ele acredita que poderá ocorrer. De acordo com Meirelles, se isso não for feito, os gastos públicos irão alcançar até 25% do Produto Interno Bruto (PIB) em uma década. Lembrou que as despesas públicas federais subiram de aproximadamente 10% no ano de 1991 para 19,9% no ano passado. “A reforma terá de ser feita, é uma questão numérica. Não teremos mais como pagar os aposentados. Hoje o sistema previdenciário brasileiro tem um déficit de R$ 159 bilhões”, alertou. Ainda, de acordo com Meirelles, o crescimento anual da economia brasileira poderá superar os 3,5% caso a reforma da Previdência seja aprovada e o teto de gastos mantido. 

Ao saudar o ministro, Gilberto Petry, presidente da Fiergs, destacou os primeiros sinais positivos que começam a aparecer na economia e pediu que o governo federal continue se empenhando para implantar as mudanças que o Brasil necessita. “Os recentes indicadores da economia brasileira mostram que, na média, saímos da UTI, mas o setor industrial ainda respira por aparelhos. Um levantamento realizado na diretoria da Fiergs revelou que 30% dos segmentos fabris começam a apresentar sinais de melhoria depois de três anos de quedas consecutivas. Numa outra visão da mesma estatística, constatamos que acima de dois terços das atividades industriais ainda não conseguiram iniciar a recuperação”, anunciou Petry. 

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