Casan leva qualidade de vida à população

Companhia aplica recursos em sistemas de distribuição de água

Da Redação

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Estação de tratamento de esgoto da Casan

O trecho a seguir faz parte do livro “Santa Catarina – Grandes Marcas”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.

A proteção da água entrou definitivamente na agenda dos brasileiros – e a implantação de sistemas eficientes de coleta e tratamento de esgoto é medida essencial para a manutenção da saúde de rios, lagos, nascentes, lençol freático e mar. Mas o desafio que isso representa para empresas como a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) é enorme.

Responsável pelos serviços de tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto na maior parte dos municípios do Estado, a empresa criada nos anos 1970 vive um momento único em sua história: até 2018 vai investir R$ 1,9 bilhão. A maior parte do dinheiro – R$ 1,4 bilhão – será aplicada justamente em obras nos sistemas de esgoto sanitário, e o restante em sistemas de distribuição de água. 

Entender melhor a atual realidade da Casan – e os enormes desafios que a empresa enfrenta para levar mais qualidade de vida à população – fica mais fácil quando se conhece um pouco do contexto histórico da atuação da companhia. A concessionária foi criada pela Lei n° 4.547, de dezembro de 1970, e começou a operar no dia 2 de julho do ano seguinte, inicialmente com apenas 11 sistemas de distribuição de água e dois de coleta de esgoto. O surgimento da empresa foi acompanhado pela instituição, por parte do governo federal, do Plano Nacional de Saneamento (Planasa), que garantiria fôlego redobrado ao setor com a aplicação de recursos do Banco Nacional da Habitação (BNH). 

O foco inicial do Planasa foi a universalização dos serviços de distribuição de água – e o impacto positivo, inegável. Em Santa Catarina, duas décadas bastaram para que praticamente todas as residências urbanas tivessem acesso ao serviço. O resultado é ainda mais impressionante se levarmos em conta que os anos 1970 e 1980 foram também de grande crescimento das cidades. A situação mudou a partir de 1986. Enfrentando severa crise econômica, o governo extinguiu o BNH, reduzindo drasticamente a aplicação de recursos no setor. Quatro anos depois, um novo revés, com o término do Planasa. A partir daí, as concessionárias passaram a sofrer com a falta de uma regulamentação adequada para atuar. 

Apenas depois de um intervalo de quase duas décadas, período de escassez de investimentos que certamente contribuiu para a piora da situação do saneamento básico no país, o governo federal promulgou a Lei n° 11.445, que estabelece as novas diretrizes para o saneamento básico no Brasil. A reorganização do setor possibilitou a retomada dos investimentos e hoje há uma série de projetos em andamento. Obras em sistemas de distribuição de água vão garantir a ampliação de estações de tratamento e instalação de novas tubulações. 


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