Ouro Verde reduz endividamento e deve investir R$ 400 milhões

Companhia do Paraná aplicará parte do valor em renovação da frota

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Ouro Verde reduz endividamento e deve investir R$ 400 milhões

O lucro líquido de R$ 3,4 milhões acumulados até junho – índice 41,4% maior que em igual período de 2016 – foi muito comemorado pela Ouro Verde, companhia paranaense especializada em gestão e terceirização de frotas. Segundo Karlis Kruklis, CEO da empresa, o balanço foi influenciado pela queda nos custos financeiros, mas também é resultado de um plano de ação de longo prazo iniciado ainda em 2015, quando a taxa Selic se aproximava de 14,25%. “A redução dos custos financeiros vai permitir que a companhia continue investindo, e até consiga ampliar seus investimentos para os próximos anos, para atender um número maior de clientes”, conta Kruklis. 

Por essa razão, a Ouro Verde pretende justamente ampliar os aportes e a busca por novos contratos nos próximos meses. Até dezembro, a companhia deve investir R$ 400 milhões, valor 27,8% superior ao montante de 2016. Até junho, R$ 213,1 milhões foram desembolsados para aquisição de máquinas e equipamentos pesados e renovação e ampliação da frota de veículos leves.

Nos seis primeiros meses do ano, a Ouro Verde também ganhou fôlego para liquidar as dívidas ao invés de renová-las. O endividamento líquido da empresa caiu 4,1%, passando de R$ 1,5 milhão para R$ 1,4 milhão – sendo 47,2% desse total originários de financiamentos nas modalidades do Finame e Leasing. Na opinião de Kruklis, o tamanho da dívida é bastante adequado. 

“A Ouro Verde tem conseguido balancear ao fazer investimentos necessários para uma frota moderna e atualizada e, ao mesmo tempo, não deixando que a dívida aumente”, avalia. Desse modo, a companhia deve faturar aproximadamente R$ 900 milhões neste ano, uma leve redução frente ao exercício de 2016. De acordo com Kruklis, o resultado é oriundo da estratégia em aumentar a rentabilidade operacional por meio das reduções de custos e despesas e novos investimentos ainda mais seletivos. 


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