Fiesc: uma entidade ao lado da indústria

Federação induz o movimento empreendedor catarinense

Da Redação

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Fiesc: uma entidade ao lado da indústria

O trecho a seguir faz parte do livro “Santa Catarina – Grandes Marcas”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.


Santa Catarina é um dos Estados mais industrializados do país. O setor tem base altamente diversificada e presente em todas as regiões do estado, com forte participação da indústria de transformação, extrativa, mineral, construção civil e serviços industriais de utilidade pública.

A indústria representa 31% do PIB de Santa Catarina, e é responsável pelo maior percentual de empregos formais, com um índice de 36%. Assim, uma instituição como a Fiesc tem lugar e missão claros: ser um órgão de classe para estar ao lado do empresariado catarinense, em busca do desenvolvimento do setor no Estado e, consequentemente, do desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. Desta forma, a Fiesc atua como o braço forte da indústria catarinense e a indutora do movimento empreendedor no Estado. 

Hoje, Santa Catarina tem uma indústria forte e consolidada. Mas a implementação do setor fabril no estado não foi fácil. O período pós-guerra foi o tempo áureo para a consolidação da indústria brasileira, tendo o governo estabelecido metas e adotado políticas nacionais na direção do fortalecimento do setor no país. Mas o Estado de Santa Catarina não foi contemplado com investimentos estatais expressivos, o que fez sua indústria desenvolver-se à margem do alinhamento dos outros estados. 

A partir de iniciativas empreendedoras dos imigrantes alemães, que diversificaram a atividade extrativista para abarcar também o beneficiamento dos recursos naturais, a economia industrial catarinense tomava forma. Já na década de 1940, a base industrial era heterogênea, com pequenos empreendimentos que se destacavam pela qualidade, inovação e alcance do mercado externo. Mesmo com o desponte, o seu progresso esbarrava em dificuldades da infraestrutura do estado, como fornecimento de energia e ausência de linhas de crédito. A modernização do parque fabril era impedida também pela falta de qualificação da força de trabalho e de capacitação dos recursos humanos.

Com a evolução de cada nicho da indústria catarinense, o Estado foi impulsionado a novos tempos, ostentando um parque industrial consolidado e diversificado. A ampliação da base produtiva fomentou a integração entre os setores em busca de uma situação mais dinâmica e de um esforço coletivo pelo desenvolvimento e pela geração de emprego e renda.

A Fiesc nasceu nesse contexto, e entrou no processo com força de liderança para que a indústria catarinense obtivesse as condições necessárias para o seu desenvolvimento. Em 1950, a entidade iniciava o seu protagonismo na articulação e interlocução entre a indústria catarinense e as instâncias políticas que transcendiam o âmbito do estado.

Reflexo da indústria
No setor industrial, é natural que ocorram transformações e adequações ao mercado. Em Santa Catarina, nos últimos anos, foram expressivos os processos de fusões e aquisições de grandes indústrias com origem no Estado e de instalação de multinacionais de diversos setores. No entanto, uma de suas características fundamentais segue predominante: a origem e o controle familiar das empresas. Em ambos os casos, está atestado o crescimento das principais empresas do estado e o alto grau de profissionalização atingido, consequência da cultura industrial catarinense de investir no aprimoramento da gestão, no capital humano, em atualização tecnológica, inovação, sustentabilidade e internacionalização.

Liderando a expansão e o crescimento da indústria catarinense, a Fiesc trabalha em duas pontas: na dedicação às empresas e nas estratégias das políticas públicas. Um desses projetos, com maior envergadura, é o Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC), que se configura num plano estratégico para a sustentabilidade da indústria. Formulado em 2002 por empresas, governo e instituições de ensino e do setor de serviços, foi elaborado para orientar o futuro da economia do estado, tendo a indústria como protagonista do desenvolvimento.


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