Empresa Junior: um bom ponto de partida

Ao presenciar atitudes na prática, o aluno pode compartilhar a experiência com colegas e professores

Por Bernt Entschev

Empresa Junior: um bom ponto de partida para os jovens

Iniciar uma carreira profissional sempre foi desafio para qualquer geração. Não seria diferente para a atual, que enfrenta o velho problema de ter de comprovar experiência curricular para concorrer a determinadas vagas no mercado. Para essa geração existem ainda alguns fatores agravantes: as famílias preferem que os filhos se dediquem integralmente aos estudos, sem incentivá-los a buscar experiências profissionais. Outro ponto que também afastou a garotada do trabalho foi a legislação. As normas ficaram mais rigorosas, restringindo empresas a ofertarem vagas para os iniciantes. É claro que temos disponíveis bons programas com o objetivo de preparar essa mão de obra. Entre eles os estágios, trainees e até mesmo o Jovem Aprendiz. Contudo, quero me ater aqui a um programa que é específico para universitários: a atuação de estudantes nas empresas Juniores, iniciativa que muitas faculdades oferecem. 

Participar é algo rico para o jovem que ainda não tem experiência. Primeiro porque o aluno tem a possibilidade de exercitar na prática o conteúdo que recebe em sala de aula. Segundo porque o estudante, ao presenciar atitudes na prática, pode compartilhar a experiência com colegas e professores. As características das estruturas juniores se assemelham com empresas existentes no mercado.  O “funcionário” terá de colocar a mão na massa para fazer a estrutura rodar, acompanhando seu faturamento, os impostos a serem pagos, a apresentação da contabilidade mensal etc. 

O ganho também é observado no comportamento, como respeito a prazos, o trabalho em grupo e a negociação com clientes. Dependendo da posição do estudante dentro da empresa júnior, o jovem terá de desenvolver o perfil de liderança e terá a dura realidade de confiar e delegar. Também terá de fazer avaliações individuais, lidar com frustrações e até com o fracasso de projetos. Conceitos teóricos também são vistos na prática como ética, a importância da colaboração com o outro para o êxito de um bom projeto, a realidade da competitividade e a importância do estudo para se fortalecer boas ideias. 

Ao final do processo, o currículo do jovem profissional estará denso e condensado. As empresas ao se depararem com profissionais deste quilate certamente abrirão com maior facilidade as portas. Por outro lado, os recém-formados podem ainda optar por uma carreira empreendedora. E a experiência dará suporte para que riscos sejam amenizados. 


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