Weg: uma gigante de Santa Catarina

Empresa se acostumou a transformar necessidades em oportunidades

Da Redação

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Vista da fábrica da Weg

O trecho a seguir faz parte do livro “Santa Catarina – Grandes Marcas”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.


Em toda a sua trajetória, a Weg – fabricante de máquinas e equipamentos elétricos – buscou refletir a visão de seus fundadores: transformar necessidades em oportunidades. A empresa foi criada a partir da sensibilidade de três amigos catarinenses, de perfis distintos, mas que se mostrariam complementares: Eggon João da Silva – com experiência e habilidade em finanças –, Werner Ricardo Voigt – eletricista e dono de uma oficina que consertava motores –, e Geraldo Werninghaus – versátil mecânico com prática em ferramentaria. Eggon ouviu queixas de um conhecido gestor, que reclamava das dificuldades em conseguir motores elétricos para refrigeração, e da sua demora para chegar de São Paulo a Santa Catarina. Ali estava uma oportunidade para arriscar e colocar em prática a veia empreendedora do trio. Foi assim que, em 16 de setembro de 1961, nasceu, em Jaraguá do Sul, a Eletromotores Jaraguá. Posteriormente, a empresa assumiu as iniciais dos três fundadores e passou a utilizar o nome que vem até hoje: Weg– palavra que também significa “caminho” em alemão.

O empreendimento começou em um pequeno imóvel alugado, com poucos equipamentos e somente alguns funcionários. Três anos após a fundação, começou a construção das fábricas. Na década de 1970, já com parque fabril próprio, os produtos da Weg já eram exportados. Com empreendedorismo e determinação, três catarinenses transformariam uma pequena indústria do interior do Estado em líder de seu setor na América Latina. 

Uma história de desafios
Exemplos dessa história marcada por desafios superados não faltam. Um deles foi a entrada da Weg em território norte-americano, em 1975. Dois anos antes, a companhia foi barrada no país por não atender a algumas normas técnicas. Persistente, não desistiu. Durante o período, seus engenheiros se debruçaram e trabalharam no desenvolvimento de produtos específicos para os Estados Unidos. Com o início das vendas para esse grande mercado, a Weg assumiu a posição de competidora internacional.

O difícil acesso a produtos fornecidos pela região Sudeste do país fez a companhia optar pela verticalização. Assumindo a responsabilidade por atividades que interferem diretamente em sua cadeia de produção, tal modelo levou a companhia à busca pela autossuficiência na fabricação dos seus principais produtos, impulsionando seu crescimento.

Na década de 1970, quando a Weg começou a exportar para a Alemanha, deparou-se com a exigência da entrega de seus produtos embalados em caixas de madeiras intactas. A solução escolhida foi a fabricação própria das caixas. Assim, em 1972, surgiu o primeiro parque de reflorestamento da Weg, que ofereceria matéria-prima para as embalagens. A partir daí, o modelo se expandiu, e a companhia também passou a investir na fabricação própria das ferramentas e nas peças que compõem seus equipamentos elétricos, valendo-se de fundição e usinagem. Além disso, também passou a manufaturar os fios de cobre utilizados nas máquinas, bem como as tintas industriais usadas para pintar os produtos.

Em 1980, já com a internacionalização consolidada, a Weg decidiu ampliar seu core business: de fabricante de motores elétricos a fornecedora de sistemas elétricos industriais completos. Incrementando suas atividades com a produção de transformadores de força e distribuição, tintas líquidas e em pó, e vernizes eletroisolantes, a Weg passou a oferecer soluções completas para seus clientes. Dessa época, data a efetiva reestruturação da companhia quanto à diversificação de produtos, com a criação de subsidiárias para gerenciar segmentos específicos e com a organização dos nichos já existentes: Weg Máquinas, para produzir equipamentos robustos; Weg Acionamentos, responsável por pacotes de automação e sistemas industriais; Weg Transformadores; Weg Química, manufatura de tintas e solventes; e a Weg Motores, carro-chefe do grupo.

A decisão de ampliar o portfólio partiu da visão de negócio dos fundadores, e iniciou com o aumento da oferta de máquinas elétricas, chegando à produção de softwares e sistemas complexos contemporâneos. Com tal aumento de leque, a Weg afirma sua estratégia de tornar-se uma empresa mais focada em serviços que em produtos, capaz de oferecer soluções completas em equipamentos e máquinas elétricas. 


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