Um elogio pode mudar tudo

Empresas que praticam essa cultura contam com funcionários mais satisfeitos, confiantes e criativos

Por Bernt Entschev

Empresas que praticam a cultura do elogio contam com funcionários mais satisfeitos, confiantes e criativos

Não há forma mais sincera de enaltecer uma pessoa do que fazê-lo por meio de um elogio. Porém, essa cultura ainda é pouco vivenciada no Brasil. Muitas empresas ainda não a adotaram. Companhias que o fazem, acabam por realizar de forma deturpada, muitas vezes trazendo um efeito contrário ao que se deseja. E outro grupo ainda acredita que isso não passa de uma grande besteira e que os funcionários não fazem mais que sua obrigação. Elogiar pode, sim, mudar o ambiente e deixá-lo ainda mais produtivo. Para isso, é primordial que os gestores consigam distinguir o elogio de feedback. O primeiro refere-se a um feito pontual ou a uma determinada atitude. Já o segundo precisa apontar defeitos e virtudes do profissional e tem por função corrigir rumos. 

O elogio, quando praticado, necessita estar pautado em argumentos sólidos. Quem o recebe, sabe efetivamente que as palavras não são inconsistentes. Quando é falso, a tendência é que não somente o elogiado se sinta desconfortável, mas também colegas percebam que há algo de estranho gerando comentários desnecessários. Se há um elogio a ser feito, busque fazê-lo na frente de outros colegas de trabalho. O reconhecimento se torna mais amplo e pode inspirar outras pessoas a seguirem o exemplo do elogiado. Mas se o objeto que motivou o elogio for algo coletivo, dê o crédito para a equipe – e nunca para uma única pessoa. 

Empresas que praticam essa cultura tendem a ter um clima organizacional mais leve, com pessoas mais satisfeitas, confiantes e criativas. Já tive a oportunidade de presenciar organizações que não tinham efetivamente, por um período, como recompensar os colaboradores financeiramente. Porém, por ter uma política de reconhecimento dos funcionários, muitos deles, quando indagados sobre os rumos da carreira,  planejavam carregar o crachá nos próximos anos. 


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