Porto de Itapoá: condições ideais para crescer

O empreendimento tornou-se um destino preferencial de indústrias

Da Redação

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Vista do Porto de Itapoá, em Santa Catarina

O trecho a seguir faz parte do livro “Santa Catarina – Grandes Marcas”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.

Em um sobrevoo pelo litoral norte de Santa Catarina, o empresário Hildo José Battistella percebeu que a cor do mar na região de Itapoá – parte continental da Baía da Babitonga – era mais escura. Um indicativo de maior profundidade – condição ideal para a instalação de um terminal portuário. O investimento em um porto privado foi estimulado pela necessidade do Conglomerado Battistella, grupo paranaense com atuação na comercialização de madeira, em fretar navios para exportar pallets de madeira. Deparado com as deficiências dos portos brasileiros – altos custos e longas filas de espera para navios e caminhões –, a alternativa de construir um terminal portuário privado pareceu atrativa.

Em 2007, foram iniciadas as obras daquele que seria um dos mais modernos terminais do mundo. Diferentemente de outros portos brasileiros, implementados em regiões com vocação e cultura portuária consolidada, o Porto Itapoá foi concebido como um projeto greenfield. Com um trabalho intenso de aproximação com a comunidade e poder público, e com a obtenção de licenciamentos ambientais, os primeiros anos do empreendimento não foram fáceis. Mas os desafios foram superados e desembocaram em junho de 2011, quando o Porto Itapoá recebeu seu primeiro navio. As operações iniciaram-se com capacidade para movimentar 500 mil TEUs (unidade equivalente a 20 pés) por ano. Em 2013, o porto recebeu sua milésima atracação, e uma nova classe de navios passou a aportar no terminal. Com dimensões acima de 330 metros de comprimento, os supernavios inauguraram uma nova fase das operações portuárias no continente.

Já em 2015, o terminal registrou a movimentação de 1 milhão de contêineres. E no início de 2016, recebeu novos equipamentos, como dois portêineres (equipamentos com lanças e balanço que guiam os volumes) com 65 metros de lança, o que lhe permite operar navios de grande porte (com largura entre 50 e 60 metros) – escala pioneira no Brasil. Junto com os portêineres, recebeu também seis RTGs (guindastes utilizados para movimentação de contêineres no pátio). Também foi o primeiro terminal da região Sul a implantar a pesagem das cargas no próprio levante do RTG. Esse conjunto de melhorias teve impacto direto na produtividade do porto, que bateu seu próprio recorde, alcançando 145,7 movimentos por hora (mph) e 37 movimentos por portêiner – o que o colocou entre um dos terminais portuários mais eficientes do país e os mais ágeis do mundo. No mesmo período, o Porto Itapoá alcançou a marca de 2 milhões de TEUs movimentados.

Localizado entre duas das principais áreas industriais do Sul do Brasil – a região Norte de Santa Catarina e a região metropolitana de Curitiba –, o Porto Itapoá tornou-se um destino portuário preferencial de muitas indústrias. Entre os segmentos movimentados no terminal, destaque para proteínas animais e derivados, motores e equipamentos elétricos, madeira, cerâmica, papel, produtos químicos, peças para automóveis, automóveis, plásticos e derivados – destinados aos principais polos mundiais, sobretudo Ásia, América do Norte e Europa. O terminal também exporta cargas do vizinho Paraguai, como madeira e frango.

Administrado pela Portinvest (Grupo Batistella e Logz Logística Brasil S/A) e pela Aliança Navegação e Logística, o terminal conta com uma estrutura completa para atender aos maiores armadores do mundo. Com canal de acesso de 14 metros, berço com profundidade natural de 16 metros, seis portêineres Super Post Panamax (que operam os maiores navios em rotação no mundo), com os melhores Transit Times (tempo de transporte desde o recebimento até a entrega da carga) entre as rotas operadas e com a Baía de Babitonga abrigada, promovem maior segurança às embarcações. 


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