Empresa quer oferecer a dose certa de bytes

WND cobrirá 87 cidades no Sul; cobrança pode reduzir custos com IoT

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Cobrança por bytes pode reduzir custo com internet, avalia Alexandre Reis, COO do Grupo WND

Muita gente não sabe, mas para transmitir informação para muitas aplicações, são necessários bytes e não megabytes. Por exemplo, na leitura de temperatura, são transmitidos um ou dois bytes. Se assim é, por que então pagar por um serviço muito além do que é necessário?  É utilizando essa filosofia – e apostando principalmente no diferencial do preço – que a WND Brasil iniciará sua operação comercial na região Sul. Estudos mostram que, no modelo atual, pensado para a conexão no mundo de transmissão de megabytes, o melhor caso de investimento por dispositivo é US$ 2 a US$ 3 dólares por mês. No modelo SigFox, comercializado pela WND, o custo pode ser tão baixo quanto US$ 1 por ano. O que ajuda a baratear (a diferença pode chegar a dez vezes) é a tecnologia utilizada, baseada na Internet das Coisas (IoT). 

A rede SigFox da WND tem cobertura nacional e pública – e pode ser acessada por qualquer dispositivo que tenha a tecnologia. Além disso, por ser uma rede dedicada à transmissão de poucos dados, é complementar às demais redes de transmissão de dados existentes. Aplicações críticas, por exemplo, que exigem grande volume de dados, seguem sendo atendidas pelas redes 3G ou 4G. Em um hospital, por exemplo, o monitoramento em tempo real de um paciente necessita de uma conexão de alta velocidade. Porém, a localização de uma maca ou outro equipamento pode ser feita com um chip também oferecido pela companhia. Ou seja, as tecnologias se completam. 

Voltado para o mercado corporativo, o serviço terá como principal desafio fazer com que os gestores se acostumem com o modelo proposto. “Nosso trabalho é alertar para os valores mais em conta que podem ser alcançados com essa nova forma de utilizar a conectividade. Porém, as pessoas estão formatadas já em um velho modelo. O que nos faz ter boas expectativas é que esse é um mercado que precisa de IoT”, avalia o engenheiro português Alexandre Reis (foto), COO do Grupo WND. A empresa lançará o serviço nacionalmente nesta semana. 

A região Sul é considerada estratégica para a companhia. Tanto, que dos US$ 50 milhões previstos em investimentos para o Brasil nos próximos três anos, cerca de 20% a 30% está reservado para o Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. As redes da WND no Sul totalizam quase 200 estações e atendem as regiões metropolitanas mais diversas cidades. 

No total, 87 municípios serão cobertos pela rede. No Paraná, além da Grande Curitiba, estão atendidas as cidades de Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina. Em Santa Catarina, estão já cobertas as cidades de Florianópolis, Itajaí, Brusque, Blumenau, Joinville, Chapecó e Criciúma. No Rio Grande do Sul, além da Grande Porto Alegre, estão atendidas as cidades de Caxias do Sul, Santana do Livramento, Pelotas, Rio Grande e Uruguaiana. 

O Grupo WND é a operadora da SigFox na América Latina. A empresa tem rede em operação no Brasil, Argentina, Colômbia, México e Reino Unido. Ainda em 2017, o Grupo WND dará largada a novas redes no Chile, Peru, Costa Rica, Uruguai e Paraguai.

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