A criatividade impulsiona os negócios

É preciso perceber a preciosidade desta palavra que no dia a dia se traduz em atitude

Por Bernt Entschev

A criatividade impulsiona os negócios

A criatividade geralmente nasce de uma necessidade. Por isso, pessoas com alta sensibilidade ou com forte olhar para interpretar tendências têm maior facilidade de exercitar a criatividade. Nas minhas andanças por empresas nas últimas décadas, percebi que a maioria das organizações se julga criativa. Mas na prática isso não é verdade. Excluindo as de tecnologia e aquelas ligadas ao marketing, as outras têm criatividade média a baixa. Isso acontece, pois muitas vezes as empresas não entendem que “criatividade” é um bem acessível a todos, independentemente do ambiente e ramo de atuação. 

Porém, é claro, é preciso exercitar, incentivar e a todo momento motivar para que as empresas – leia-se pessoas que fazem parte do quadro – exercitem sua veia criativa. Para deixar mais claro essa afirmativa, cito aqui algumas características de empresas que possuem um alto grau de criatividade nas ações do dia a dia. 

São organizações que entendem que a criatividade pode ser exercida por qualquer profissional. Para isso tomam medidas para que seus funcionários se motivem a participar dos processos da empresa. Geralmente os líderes ao assumirem postos na estrutura já são orientados a compartilhar informações, a dar feedback, incentivando a participação dos colaboradores. 

Grande parte dessas empresas incentiva que as pessoas equilibrem sua vida pessoal e profissional. Essa medida impacta diretamente no fator “felicidade”. Funcionários felizes trabalham mais motivados e estão propensos a pensar em alternativas que facilitem a execução das atividades diárias bem como o produto final a ser ofertado ao cliente. Outra característica são os canais disponíveis para que os colaboradores participem com ideias, como as famosas caixas de sugestão, que hoje também são on-line. 

Na outra ponta temos as empresas com baixa criatividade. Essas geralmente têm uma alta competitividade entre setores e profissionais. Quando recebem alguma ideia de um colaborador acabam por não acatar ou pior: quando a usam, se apossam da sugestão como se fosse delas. São as organizações que ainda não perceberam a preciosidade desta palavra que no dia a dia se traduz em atitude. 

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