Indústria gastou mais de R$ 27 bi com segurança em 2016

Estudo da CNI revela que insegurança pesa na decisão em investir

Por Agência Brasil

redacao@amanha.com.br

Indústrias gastaram mais de R$ 27 bi com segurança em 2016, revela CNI

As perdas causadas com roubo, furto ou vandalismo somadas aos gastos com seguros e segurança privada, consumiram mais de R$ 27 bilhões do faturamento das indústrias do país em 2016. Os dados constam de um levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo mostra ainda que uma em cada três indústrias foram atingidas. “De acordo com a pesquisa, 53% das empresas vítimas da violência avaliam que os prejuízos com os crimes atingiram até 0,5% do faturamento. Na média, as perdas para as empresas que enfrentaram roubos, assaltos ou vandalismos equivalem a 0,7% do faturamento, ou R$ 5,8 bilhões em 2016”, revela o documento.

O levantamento foi feito com 2.952 indústrias de pequeno, médio e grande portes de todo o país. Segundo a CNI, 57% dos entrevistados consideram que os crimes de roubo, furto ou vandalismo aumentaram na localidade onde a empresa está sediada. Com isso, a indústria reforçou os gastos com segurança privada e com a contratação de seguros. "A contratação de segurança privada é maior entre as empresas da indústria extrativa. Nesse segmento industrial, 64% das empresas contrataram segurança privada em 2016", demonstra o estudo. No setor da construção, esse número foi de 56% e, na indústria de transformação, 54%. Em média, as empresas gastaram 0,6% do faturamento com serviços de segurança privada, o que equivale a R$ 10,5 bilhões de 2016.

O estudo da CNI mostra também que a falta de segurança tem consequência na decisão das empresas em investir. Entre os entrevistados, 35% afirmam que a falta de segurança afeta muito ou moderadamente a decisão sobre investimento, percentual que sobe para 47% entre os que consideram que a criminalidade cresceu nas regiões onde suas indústrias estão instaladas. "Esse dado indica que as empresas podem reduzir seu investimento em localidades com piora na segurança pública, chegando, no limite, a desistir de instalar plantas produtivas ou expandir as que lá se encontram", avalia a CNI.


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