Otimismo impera no agronegócio nacional

Turra e Logemann destacaram segmento em evento no Sul

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

Francisco Turra, presidente da  ABPA, e Eduardo Logemann, presidente do Grupo SLC, no Tá na Mesa, da Federasul

O cenário econômico para o agronegócio é otimista. Este foi o diagnóstico dos convidados do Tá na Mesa, da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), desta quarta-feira (9),em Porto Alegre. Francisco Turra (na foto, à esquerda), ex-ministro da Agricultura e presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e Eduardo Logemann (na foto, à direita), presidente do Grupo SLC, foram os palestrantes do evento. Eles afirmaram que o setor continua puxando o desenvolvimento do país, principalmente pela recuperação da safra 2016-2017.

E os indicadores, além de confirmarem os dados, desenham também uma projeção positiva para o futuro. De acordo com a ABPA, a receita na exportação de suínos cresceu 28% neste último ano e a de aves, 7%, o que representa um grande avanço para o segmento, principalmente diante da seca de 2016 e da Operação Carne Fraca, deflagrada em março. Na visão do ex-ministro da Agricultura, o Brasil tomou a providência certa ao mostrar tecnicamente que não havia nenhum laudo que indicasse que a carne era contaminada. Na ocasião, ele recordou a declaração de um comissário da União Europeia que elogiou o trabalho feito pela cadeia da carne no Brasil. “Ele afirmava que em 40 anos de relação comercial, a União Europeia nunca  teve problemas e, por essa razão, eles nos ajudaram a melhorar o controle sanitário, pois o país merecia a confiança”, destacou. 

Falando sobre o potencial da agricultura brasileira, Logemann afirmou que a produção do país cresceu 400% nos últimos 30 anos, tendo atingido 43 milhões de hectares plantados por todo o Brasil. “A importância da agricultura no país é muito maior do que podemos supor e tende a aumentar quando a fazenda for conectada”, vislumbrou. No entanto, o empresário declarou que ainda há muitos desafios que deverão ser vencidos. “Ao sair da porteira, vem a cadeia de impostos para a agricultura, depois a parte logística e a parte de armazenamento. Hoje tem milho perdido no Mato Grosso que forma montanhas do grão a céu aberto”, reforçou Logemann. 

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