Paulo Sant’Ana: a última grande entrevista

Colunista mais lembrado em 27 anos de Top of Mind RS faleceu na quarta

Da Redação

redacao@amanha.com.br

AMANHÃ reproduz a última grande entrevista de Paulo Sant´Anna

Faleceu nesta quarta-feira (19), em Porto Alegre, o jornalista Paulo Sant’Ana, aos 78 anos. Colunista do Grupo RBS durante mais de 45 anos, Sant’Ana foi uma das maiores personalidades da comunicação do Rio Grande do Sul. Nascido em 15 de junho de 1939, Sant’Ana trabalhou como feirante e, com formação em Direito, atuou como inspetor de polícia antes de iniciar a carreira de jornalista. Gremista fanático, teve passagens pela Rádio Gaúcha, onde foi comentarista esportivo. Também foi colunista de Zero Hora e comentarista do Jornal do Almoço, da RBS TV.

Sant’Ana é o colunista de jornal mais lembrado da pesquisa Top of Mind RS, a pesquisa de marcas e personalidades mais tradicional do Brasil. Em 2010, o jornalista quebrou o protocolo ao receber o prêmio (foto). “Este prêmio é melhor que o Oscar. Este é o maior prêmio que nós poderíamos ganhar. Não fomos indicados por um grupo de notáveis. Este prêmio nos foi dado, pois o povo gaúcho lembra de nós”, discursou comovido. Cinco anos depois, ele novamente quebrou o protocolo para registrar a emoção de receber a condecoração. Na ocasião, afirmou que talvez aquela fosse a última vez que estaria ali pessoalmente – fato que se concretizou devido ao tratamento de saúde que teve de fazer. 

O Portal AMANHÃ reproduz, a seguir, a última grande entrevista concedida por Sant´Ana. O cronista foi capa da revista PORTO ALEGRE É TOP, em dezembro de 2012. Na ocasião, Sant´Ana foi entrevistado pelos jornalistas Andreas Müller e Ricardo Lacerda. O tom oscilava: ora Sant’Ana se mostra cordial e afetuoso, ora se permite ser impaciente e irascível. Entre gênio e genioso, o que fica é um homem peculiaríssimo, que saboreia a atenção dos ouvintes e os recompensa com uma performance de frases impagáveis, reflexões poéticas e um jeito impiedoso de ver a própria vida – quando admite, por exemplo, que foi um pai ausente na trajetória dos três filhos. Traços que reforçam o folclore em torno do jornalista que escreveu mais de 18 mil colunas para Zero Hora, algumas delas imortalizadas em livros como O Gênio Idiota (1992) e O Melhor de Mim (2005). 

Vamos começar falando sobre quem é o Paulo Sant’Ana, a sua complexidade...
[Interrompendo] Ah, eu sou um filósofo. Eu sou uma coisa que vocês nunca pensaram que sou – porque vocês são muito limitados. Eu sou um filósofo e um pensador. Fui autor da maior frase já feita nesse Brasil em 500 anos: “Gênio é aquele que primeiro descobre o óbvio”. Ninguém é capaz de escrever uma coisa dessas. Isso é Nietszche. Nietszche! Mas a frase é minha... Qual era a pergunta, mesmo?

Quem sabe falamos da tua iniciação no jornalismo?
Hein? Passa para cá [indicando o lado direito]. Não consigo te ouvir. O meu ouvido esquerdo não ouve nada. Isso é uma biografia? Pensei que fosse uma entrevista.

É uma entrevista sobre a tua trajetória pessoal.
Formado em Direito. Inspetor. Delegado. Feirista. Jornalista.

Mas como tu te tornaste jornalista?
Foi por acaso. O Cândido Norberto [radialista da Gaúcha, criador do Sala de Redação] me viu passar e me chamou para falar com ele no rádio. Ele me ouviu e gostou. Pediu para eu voltar lá outras vezes – e eu fui. Em 30 dias eu era uma das pessoas mais conhecidas do Rio Grande do Sul. Aí a RBS me contratou para o Sala de Redação. 

Quanto tu ganhavas nessa época?
Me deram 400 cruzeiros pelo Sala de Redação. De lambuja, me ofereceram mais 200 por uma coluna na Zero Hora. Minha inteligência era tão arrebatadora que, em apenas 30 dias, eu ganhei uma coluna em Zero Hora. Isso em 1971.

Foi neste ano que tu revelaste a preferência clubística dos teus colegas jornalistas, não?
Foi. Fiz uma coluna inteira relacionando os mais destacados repórteres, comentaristas e narradores do rádio, do jornal e da televisão do Rio Grande do Sul. E disse para quais clubes cada um deles torcia. Eles quase me mataram. Eu queria acabar com as máscaras. Acertei todos, menos o Ranzolin – que era gremista. 

Como eles reagiram?
Ficaram de mal comigo durante anos. Havia o tabu de não revelar o clube. Ainda há. Mas, depois que eu surgi, as empresas começaram a contratar paródias minhas. Paródias! Colorados e gremistas: paródias! 

Tu achas necessário, mesmo, divulgar o próprio time?
É necessário para acabar com a hipocrisia. Eu sempre me recusei a ser hipócrita. Mas eu não sou gremista no rádio. Sou o maior crítico do Grêmio. O presidente Paulo Odone, num discurso durante um churrasco, comigo presente, disse o seguinte: “tu tens de ter a certeza, Sant’Ana, de que toda pessoa que se senta na cadeira do presidente do Grêmio te ama e te odeia”. 

Tu te relacionaste bem com algum dos presidentes do Grêmio?
Sempre tentei me aproximar dos presidentes do Grêmio. Mas aí levava coices. É impossível o crítico relacionar-se com o criticado. A relação passa a ser necessariamente de ódio. Mas eu também batia. Nos presidentes mais fracos, especialmente, eu batia mais. Com os mais fracos eu cometia bullying [risos].

Já pensaste em ser dirigente?
Nunca. Não é o meu lugar. Meu lugar é na crítica. Já me convidaram quinhentas vezes para entrar, para ser conselheiro. Mas eu não tenho vocação para cartola. 

Tu sempre foste muito supersticioso. Continuas sendo ou a idade te tornou mais pragmático?
Sou supersticioso. Não passo debaixo de fio estendido acima da minha cabeça na calçada. Superstição. Andei e ainda ando ligado à fé e à religião. Tenho um kit de orações que faço todos os dias. Faz algum tempo que venho me esmerando mais, à medida que vou envelhecendo e as doenças vão me perseguindo. Isso é natural. Tu te tornas mais crente. Porque... [interrompe o raciocínio e reflete por uns instantes] Agora a frase do ano: “Quando a razão acaba, a crença principia”. Bah... 

A tua razão acabou?
Estou perto da morte. Mas eu não sei o que está atrás dela. Eu tenho medo. Por isso, me seguro na crença e na religiosidade. Todos sabem que a morte vem – mas, no meu caso, ela está muito próxima. Tenho câncer e algo que eu chamo de tontura incapacitante. Ai... [suspira fundo]. Tenho câncer na rinofaringe, relacionada ao cigarro. Faz um ano e quatro meses. 

Por que tu não paras de fumar?
Parar de fumar? Tentei ontem [risos generalizados]. 

Tentaste muitas vezes?
São 48 anos de cigarro. Não acho certo fumar, mas considero um prazer inexcedível. 

Quais são teus outros vícios?
Meus únicos vícios são o cigarro e as apostas no turfe. Álcool eu não bebo – só cerveja, nos churrascos. E o turfe. Não dá para jogar no bicho, não tem roleta, a maquininha é clandestina... Eu não posso jogar maquininha numa casa clandestina. Se a polícia bate lá, não acontece nada com ninguém. Mas se eu estiver lá é manchete de jornal. Então fico no turfe.

Tu costumas jogar muito?
Duas vezes por semana estou aqui, apostando no turfe. Já tive muitas perdas e ganhos. Mas nunca perdi mais do que eu podia perder. Nunca perdi dinheiro que fosse fazer falta a minha sobrevivência. Isso eu tenho de bom. Tem apostador que joga até o que não tem. Que se endivida para jogar. Eu nunca me endividei para jogar.

Tu és casado, ainda?
Sim, estou no segundo casamento. Mas sou crítico do casamento. Sou antimatrimonialista. A melhor maneira de separar duas pessoas é juntá-las. O casamento é uma troca de maus humores durante o dia e de maus odores durante a noite. Coloca aí: atual mulher é cargo de carreira; ex-mulher é função de confiança. 

Como a tua ex-mulher reage a tuas críticas ao casamento?
Com normalidade. Como sou eu o ex-marido, obviamente ela tem mais críticas do que eu. Critica o meu temperamento, a minha instabilidade, a minha bipolaridade. 

A tua bipolaridade? Até que ponto isso te atrapalha?
A minha bipolaridade é de períodos longos. O problema são os sintomas. Tu tens euforia e depressão. E um dos sintomas da euforia é a irritabilidade. Tu és capaz de matar alguém no trânsito. Esse é o perigo da bipolaridade: a irascibilidade. Andei me medicando, mas não acredito mais nos remédios.

Estás tratando do teu câncer?
Tenho uma coisa pior que o câncer. É o que eu chamo de tontura incapacitante. Isso me tirou a alegria de viver. Os médicos não têm nome para isso. Eu mesmo dei o nome: tontura incapacitante. É uma vaguidão, uma dormência. 

Quando morrer, tu queres ser enterrado...
...num jazigo entre Lupicínio Rodrigues e Mario Quintana. Porque foram os criadores mais talentosos da minha terra. 

E tu te consideras o terceiro mais talentoso?
Não, eu me considero o primeiro. Disparado. 

Tu ainda és megalomaníaco?
Tenho megalomania e gosto de tê-la. Sou o único megalômano confesso do planeta. Todas as pessoas são megalomaníacas, mas o único confesso sou eu. O resto esconde ou não sabe. 

Tu nunca escondeste nem mesmo o fato de usar Viagra.
Aquela vez em que escrevi sobre o Viagra eu saí até em duas páginas de Newsweek.  Fui o primeiro jornalista que contou sua experiência com o Viagra. Tinha sido lançado havia pouco e ninguém falava nada.

O Viagra ainda faz parte da tua rotina?
Eu ainda tomo dois Viagras todos os dias, antes de cada refeição, para qualquer eventualidade.

Outro momento marcante foi tua experiência com o Julio Iglesias. Tu esperavas por aquilo?
Aquilo foi marcante. Ele me convidou para ir na ilha dele, em Miami e eu me hospedei lá. Lembro até hoje quando ele me disse, com lágrimas nos olhos, na beira da piscina, que ele teve nas mãos todas as mulheres do mundo. Só não teve a mulher que ele realmente amava, que era a ex-esposa dele. 

Como surgiu essa amizade?
Surgiu com o Nelson Sirotsky. O Nelson estava almoçando com o Julio Iglesias em Porto Alegre e aí disse a ele que havia, aqui, uma criatura excepcional chamada Paulo Sant’Ana. Ele respondeu: “quero conhecer este tipo”. Aí tivemos um encontro. 

Ele te deu um beijo na orelha, não?
Aquele beijo na orelha... Não foi um beijo. Ele introduziu a língua no meu ouvido! Até hoje eu me acordo com calafrios. 

Tu gostas de cantar, não?
Já cantei na maior casa de tango de Buenos Aires, a Señor Tango, diante de 2,5 mil pessoas. Cantei com o Fernando Soler, que é meu amigo. Pessoas célebres são fixadas em mim. Ninguém perde a chance de me curtir. 

Quem são teus amigos célebres?
Chico Buarque de Holanda, Fernando Soler, Julio Iglesias, Jamelão, Neguinho da Beija Flor... Mas sou obcecado por Chico. Lembro de quando o conheci: estava no estádio Saint Denis, onde jogariam Brasil e França pela Copa do Mundo. Ele estava sozinho na copa da imprensa. Eu cheguei e comecei a cantar: “Se acaso me quiseres / Ser dessas mulheres que só dizem sim / Por uma coisa à toa / Uma noitada boa / Um cinema, um botequim / E se tiveres renda /Aceito uma prenda / Qualquer coisa assim / Como uma pedra falsa / Um sonho de valsa / Ou um corte de cetim”... Barbaridade! 

E ele?
Ele ficou louco. Me olhou com aqueles olhos claros da cor do dia e perguntou: “mas quem tu és?”. Eu disse: na minha terra sou mais famoso do que tu. Lá eu sou mais conhecido do que Coca-Cola. E ele: “Quando eu for ao Rio Grande do Sul, vamos jogar uma pelada juntos”. 

Como foi a vez em que tu desmaiaste no ar?
Foi quando o Grêmio foi campeão brasileiro pela primeira vez, em 1981. Fui para a TV e vesti a bandeira tricolor. Enrolado nela, no meio do comentário eu caí. A RBS recebeu 7 mil telefonemas para saber se eu tinha morrido. 

E foi de verdade ou só encenação?
Até hoje eu não sei. 

Sem contar a vez em que tu te vestiste de baiana...
Foi quando o Bahia ganhou o Brasileirão do Internacional dentro do Beira-Rio. Ora, eu tinha que ir vestido de baiana no Jornal do Almoço! E aí eu fui.  [começa a cantar] “Baiana aquela que entra no samba de qualquer maneira / Que mexe, remexe e dá nó nas cadeiras...”. [interrompe e aponta para a reportagem] Põe aí que eu sei 2,9 mil músicas de cor. Também sei 700 marchinhas de carnaval de cor. E a melhor marchinha de carnaval que eu conheço é esta: “O chinês patixuli, o chinês patixuli / Toca flauta de bambu / Quando acaba de tocar / Soca a flauta no... baú”. Essa é a melhor. 

Tu és muito assediado?
Raramente vou pro interior. Mas quando vou, sou o-va-cio-na-do... Querem me tocar. Tiro mais de 1,8 mil fotos por sábado. Minha fama é impressionante. Até a 40ª vez eu gosto que me parem na rua – depois, acho uma chateação. 

É verdade que tu atrais os chatos?
Sim, eu atraio chato. Quando o chato me vê, fica transtornado. Todo chato, quando me vê, diz “ai, é grande achado da minha vida... Nunca pensei que pudesse falar com o Sant’Ana”. Ele vem à baila. 

Como tu conseguiste prever a queda de Falcão como técnico do Inter?
Analisei a vida profissional pregresssa do Falcão. Ele nunca tinha sido treinador. Logo, pensei: vai ser um desastre. Dura, no máximo, três meses. Errei por três dias. Aí eu mesmo pedi demissão. Um comentarista como eu não pode errar a demissão do treinador do Internacional. Eu disse que seriam 90 dias e foram 87. Fracassei, Sirotsky! 

E a Cristina Ranzolin [apresentadora do Jornal do Almoço, esposa de Falcão], como ela reagiu?
Ela sentia por mim, digamos, um “ódio cordial”. 

Mas o teu pedido não foi aceito. Tu continuas sendo colunista de ZH. Como tu consegues estar aqui, agora, fazendo apostas no turfe?
São 41 anos de casa. Trabalho como um animal para ter folga. Vou todos os dias para a ZH. Segundas e quintas vou para o Sala de Redação. Na sexta, escrevo duas colunas. Hoje, escrevi a coluna às 8h da manhã e fiz o Sala de Redação na Arena. É desumano. 

De onde vêm as ideias para as tuas colunas?
Vêm das conversas que tenho no dia-a-dia. Vou no bar da ZH, converso com um, com outro, vou lá na sala... Daqui a pouco surge uma ideia. Tenho um amigo psiquiatra, o Paulo Sérgio, que é muito inteligente. Ele me disse esses dias: “Sant’Ana, é uma lástima, eu não tenho com quem conversar”. E eu respondi: “Paulo, esse é um problema meu também. Tenho muitas pessoas com quem conversar, mas não tenho pessoas cuja conversa esteja a minha altura”. Me sinto muito só pela falta de parceria intelectual. 

Tu és casado com a filha do autor do hino do Internacional, é isso?
Isso. A filha do Nelson Silva, Inajara Silva, é minha mulher. Quando toca o hino do Inter em qualquer lugar, em um simples celular, eu ganho direito autoral. Vivo torcendo para tocarem esse hino. Ganho R$ 3,8 mil por ano de direito autoral sobre o hino do Internacional. Tenho uma filha com a Inajara, que é a Ana Paula, com 25 anos. Com a primeira mulher, Maria Ieda Santos Sant’Ana, foram dois filhos: Fernanda e Jorge, que me deram três netos. 

Tu és um pai presente?
Não sou pai presente, nem marido presente, nem avô presente. Sou um jornalista presente. Ninguém pode servir a dois senhores, diz o velho testamento. Mas sou o melhor de todos os jornalistas. Aqui no estado houve apenas um que se equiparava a mim e quase ninguém o conheceu. Chamava-se João Bergmann, o JB, colunista da Folha da Tarde. 

Esse foi melhor do que tu?
Esse quase empatou comigo. 

E hoje, há mais alguém que quase empate contigo?
Da turma contemporânea, não posso deixar de respeitar o Luis Fernando Verissimo. Ele é um gênio, mas ele faz o mesmo jornal que eu. Aí tu pegas a pesquisa do call-center da Zero Hora e a minha leitura é 90 e a dele é 8. Entendeu? 90 pra mim e 8 pra ele. Só que ele é um gênio. O que sobra pra mim? [Exalta-se:] Eu tenho mais é que ser megalomaníaco! 

Tu és impulsivo?
Eu já dei tapa na cara do meu melhor amigo por causa da bipolaridade. Quando se está na euforia, irrompe a irritação. Na depressão, não: fica-se manso como um pelego. 

Em qual fase tu escreves as melhores colunas?
Já escrevi boas colunas em depressão. Suportei a depressão durante três anos na ZH. E consegui escrever relativamente bem – claro que por falta de concorrência. Mas em euforia são as melhores. 

E quanto a Porto Alegre? Como era na tua infância?
A Porto Alegre da minha infância era serena, calma, segura e transitável. Eu morava na Chácara das Bananeiras, no Partenon. Hoje, está tudo diferente. As fábricas de cadeados e de trancas prosperaram. Eu gosto da cidade porque ela é minha, não porque ela seja boa. Nasci, vivi e fiz carreira aqui. Ela é minha. Gosto dela, o que vou fazer? 

Quais são as coisas boas da cidade, na tua visão?
Tem uma coisa que é disparadamente a melhor: a minha coluna. Em segundo lugar, o pôr do sol. A Padre Chagas é boa, com as moças bonitas e os velhos simpáticos. Gosto das farmácias e também dos cemitérios – o São Miguel e Almas é belíssimo. 

O Olímpico não está na lista?
O Olímpico... Põe aí: o Olímpico é a tumba do faraó. A Arena é os Jardins Suspensos da Babilônia. 

Estás feliz com a Arena?
Estou feliz com a Arena e infeliz com a demolição do Olímpico. Fui contra a Arena, mas não posso negar que ela é emocionante, de uma beleza arrasadora. Se Deus me permitir, pretendo assistir grandes vitórias do Grêmio lá. 


leia também

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: