Verticalização: um prato cheio para a Apetit

Empresa de refeições coletivas de Londrina prevê crescer 15% neste ano

da Redação

redacao@amanha.com.br

Os números divulgados pela companhia paranaense Apetit até abril confirmam que 2017 poderá ser um prato cheio. Após revisar seu planejamento estratégico, a empresa de refeições coletivas de Londrina prevê um crescimento aproximado de 10% no primeiro quadrimestre. Até dezembro, a expectativa é manter o ritmo e dar um salto de pelo menos 15% em relação a 2016, quando a Apetit faturou R$ 135 milhões. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc), o setor estima crescer aproximadamente 3%. 

“Apostamos na verticalização da cadeia para expandir os negócios da Apetit e otimizar o dia a dia nos restaurantes”, conta Márcia Mocelin Manfrin, presidente da empresa. Segundo ela, a verticalização foi uma estratégia essencial para manter o desempenho. “Em momentos de crise precisamos nos reinventar, mas também mantendo a estabilidade”, acredita. Dentro do redirecionamento do planejamento organizacional, a Apetit investiu ao longo do último ano na unidade de beneficiamento de vegetais e a de carnes, ambas em Londrina. 

A unidade de vegetais já abastece 30% dos restaurantes da Apetit e vários outros estabelecimentos do Paraná e São Paulo, movimentando 60 toneladas de alimentos por mês.  São produtos prontos para o consumo em cozinhas industriais, que chegam aos restaurantes higienizados, cortados e embalados, garantindo agilidade na rotina dos restaurantes. Além disso, há uma economia de 36 litros de água por quilo de produto, 30% de redução de resíduo orgânico, menos tempo gasto no pré-preparo, diminuição de acidentes de trabalho e economia no consumo de energia elétrica. “A vantagem da utilização deste tipo de produto pelo segmento de food service está na praticidade do preparo, sem alterar as propriedades do produto em estado in natura, além de otimização de mão de obra e diminuição dos custos em geral, proporcionando o aproveitamento total dos alimentos e economia de tempo, energia e água”, destaca Márcia.

O processo de beneficiamento de carnes consiste no corte padronizado de peças bovinas, suínas e aves, o que possibilita melhor finalização e apresentação dos pratos nos restaurantes e, consequentemente, mais qualidade nos serviços oferecidos. Após cinco meses de operação, a unidade já atende cerca de 30% do consumo mensal de carnes pela Apetit.


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