Ibovespa perde os 56.600 pontos. E agora?

Veja o que esperar do mercado para os próximos pregões

Por Infomoney

Ibovespa perde os 56.600 pontos. E agora?

Depois de operar em vários pregões do começo do ano perto dos 48 mil pontos, o Ibovespa começou um rali em março e desde então já subiu 16,8%, fazendo a festa dos comprados em Bolsa. Na quarta-feira (13), no entanto, o principal índice da BM&FBovespa teve uma queda de 0,74% que pode não parecer expressiva no curto prazo, mas que acende a luz amarela para os investidores.  Com a baixa, o benchmark rompeu um importante suporte que era a região dos 56.600 pontos. De acordo com o analista técnico da Guide Investimentos, Lauro Vilares, esse patamar era importante, pois em uma tendência de alta "saudável" cada fundo é formado acima do topo anterior rompido. É a velha regra da análise técnica segundo a qual, quando uma resistência é rompida ela passa a funcionar como suporte e vice-versa.

Esse nível de 56.600 pontos foi o fechamento mais alto do mês de abril, sendo rompido no começo de maio. Apesar disso, Vilares não acredita que já é possível falar em reversão, uma vez que no longo prazo a tendência ainda é altista, já que os topos e fundos do movimento ainda estão ascendentes – ou seja, cada um é formado acima do anterior, e a média móvel de 21 dias segue também em trajetória de alta. "A tendência será realmente revertida com a perda de 55.300 pontos, pois os topos e fundos não ficariam mais ascendentes e teríamos também a perda da média das últimas três semanas", explica o analista. Já para cima, os investidores que operam na ponta comprada podem começar a comemorar se a próxima resistência (58 mil pontos) for rompida. Neste caso, mais altas ficariam no horizonte do mercado brasileiro. Contudo, para quem espera esse cenário mais otimista, a perda de uma LTA (Linha de Tendência de Alta) curta pode ser um mal sinal.

Vale é cautela. Petrobras é otimismo
Para as duas blue chips mais famosas da Bolsa, o cenário é bem diverso. A Vale (VALE3; VALE5) segue em tendência de alta com topos e fundos ascendentes no médio prazo, porém ainda há uma preocupação com o falso rompimento do nível dos R$ 19, o que mostra fraqueza no curto prazo. O próximo suporte, lembra Vilares, está nos R$ 16,56, sendo que a perda desse patamar deixa a situação bem preocupante para os acionistas da empresa. "A perda da média de 21 dias seria um sinal de alerta", explica. Já um objetivo para quem aposta em alta são os R$ 20,78 – próximo ao patamar de abertura do dia 6 de maio. "Na quarta-feira tivemos o fechamento do gap altista aberto no começo de maio e ainda a formação de um gap de baixa. No curto prazo, não vejo motivos para manter posição em VALE5", afirmou. Já no caso da Petrobras (PETR3; PETR4), o ativo segue firme, com topos e fundos ascendentes e média das últimas três semanas apontando para alta. "Nos últimos dias tivemos o suporte em R$ 13,33 sendo testado, com o ativo voltando a subir. Isso mostrou que a tendência de alta segue forte. A perda do nível de R$ 13,33 (mínima do dia 7) deixaria a situação bem negativa e é um bom ponto para a colocação de stops para os comprados", argumenta Vilares. As próximas resistências estão em R$ 14,73 e R$ 15,30, sendo que esse patamar rompido trará situação bem positiva para os acionistas da estatal.



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