GM paralisa unidade no sul por tempo indeterminado

Tagma e Transzero interromperam retirada de carros de Gravataí

Redação

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GM paralisa unidade no sul por tempo indeterminado

As atividades da planta da GM em Gravataí (RS) serão paralisadas por tempo indeterminado. Os funcionários também foram dispensados. A decisão foi comunicada na tarde desta terça-feira (12). O estopim foi a interrupção da retirada de carros na unidade pelas transportadoras Tagma e Transzero. A montadora negociava o custo do frete com as duas fornecedoras, mas não houve acordo. Sem condições de escoar a produção, a fabricação dos automóveis teve de ser paralisada. Em nota, a GM disse que lamenta a decisão e que pretende manter a unidade operando em três turnos.

"Esperamos alcançar um acordo que não comprometa a competitividade dos produtos Chevrolet no mercado brasileiro", relata o comunicado. De acordo com a GM, ainda não há previsão para que o impasse seja solucionado. O sindicato dos metalúrgicos do Rio Grande do Sul relatou ao jornal Valor Econômico que tinha sido comunicado pela GM de que o terceiro turno seria desativado na fábrica de Gravataí. A meta de fabricação anual também teria caído de 320 mil em 2014 para 285 mil este ano. Por queda na demanda, o pátio da montadora na cidade já estaria lotado e uma outra área, em um município vizinho, teria sido alugada para estocar os veículos. A GM não informa o número de funcionários que tem na fábrica.

Na semana passada, 325 funcionários da fábrica da GM de São Caetano do Sul (SP) entraram em licença remunerada por tempo indeterminado. Na mesma planta, a montagem de alguns modelos caiu de 55 para 38 carros por hora. Além disso, pouco mais de 800 trabalhadores estão em lay-off. Em todo o setor, estima-se que cerca de 17 mil trabalhadores estejam afastados por conta da crise.



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