Randon formaliza joint venture com Epysa no Peru

Fábrica em Lima atuará na fabricação de semirreboques

Da Redação

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Randon formaliza joint venture no Peru com Epysa

Desde os anos 1970 a Randon tem operado no mercado internacional por meio da exportação, produzindo localmente ou com parcerias para disponibilizar os produtos Randon em outros países. Através dos acordos internacionais bem-sucedidos com árabes, africanos, americanos e europeus tanto para o negócio de implementos quanto autopeças, a Divisão Implementos da Randon Implementos e Participações anunciou sua primeira joint venture associando-se com o Grupo Epysa do Chile, criando a Randon Peru. O contrato, que prevê controle da Randon com 51% do negócio, foi assinado nesta terça-feira (20) pelos diretores David Randon e Alexandre Gazzi (Randon) e Juan Francisco Novion e German Novion (Epysa) com início de operação previsto ainda para o segundo semestre.

“O relacionamento de longa data amplia a confiança mútua e nos remete para um futuro promissor”, afirmou Gazzi, referindo-se ao fato de a Epysa Equipos já ser distribuidor Randon há mais de 35 anos no mercado chileno. O executivo lembra que a estratégia de internacionalização da Randon como fabricante de equipamentos para transporte está em ampliar a exportação a partir do Brasil, mas também vincular as plantas aos mercados para competir localmente. "Para o grupo de empresas Epysa, constitui-se numa verdadeira honra poder ser sócio da Randon”, disse Novion. Nesta sociedade, a Randon aporta sua expertise e tecnologia de produto e industrial ao negócio, enquanto o compromisso da Epysa envolve a experiência e know-how comercial. “Concordo que este é o caminho para ambas as companhias acelerarem a globalização alcançando novos mercados”, frisa Novion.

Com a nova operação será instalada uma fábrica em Lima para fabricação, montagem e venda de semirreboques da marca Randon. A unidade terá capacidade para produzir até 1.000 unidades/ano, num investimento proporcional às participações acionárias dos dois sócios. A decisão foi baseada no potencial do mercado peruano na América do Sul, terceiro maior após Brasil e Argentina, onde já opera uma planta em Rosário, desde 1994. O mercado peruano absorve em torno de 6 mil unidades anuais de semirreboques e o país hoje, além de possuir uma estabilidade econômica para investir, desponta como a nação que mais cresce na América Latina, em função dos amplos recursos naturais e também pelos investimentos necessários em infraestrutura para o futuro.


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