Planejamento faz a diferença em um ano difícil

Gerenciar a performance dos colaboradores reduz a subjetividade e ocasiona melhores resultados para todos os envolvidos

Por Bernt Entschev

Planejamento faz a diferença em um ano difícil, alerta Bernt Entschev

O ano de 2016 foi de incertezas. Os Jogos Olímpicos foram um desafio. No início do ano, havia até a dúvida sobre sua realização, mas conseguimos, e o evento foi, inclusive, elogiado.  Olhando para trás, vemos como o processo de impeachment da presidente Dilma deixou o país paralisado por meses. Depois, o Brasil seguiu em frente. Tudo isso nos dá uma perspectiva positiva para 2017, mas não será fácil.  Muitos reclamam, mas conseguimos perceber que há empresas prosperando. E o que elas estão fazendo de diferente? Uma análise um pouco mais acurada pode trazer algumas pistas. Há características que percebemos claramente em empresas bem-sucedidas em tempos de crise. 

Liderança: Possuem um líder com o propósito de vencer, e empregam a cultura de disciplina para seus funcionários; valores e objetivos são bem difundidos, e os funcionários são incentivados a participar deles. 

Qualificação: Valorizam os colaboradores, identificando as potencialidades do time, reformando seus pontos fortes e minimizando seus gaps.

Simplicidade: Não medem esforços para ser as melhores naquilo que fazem, e têm uma proposta de valor simples.

Aceleradores tecnológicos: Investem em tecnologias para medir e aprimorar a performance de seus colaboradores, o que lhes permite uma melhor gestão de seus resultados.

Persistência: Possuem uma equipe engajada, remando na mesma direção e buscando o mesmo objetivo.

Nada disso é simples de implementar, mas os caminhos estão disponíveis para todos que querem tentar.  O primeiro passo para ganhar produtividade são as pessoas. Ter profissionais qualificados e engajados permite a uma empresa se destacar no mercado. Encontrar os profissionais com as competências técnicas e comportamentais adequadas não é trabalho para amadores, nem para iniciantes. A função requer tempo e experiência, e pode fazer toda a diferença para uma organização.

Se a empresa já tem uma boa equipe, que conhece os serviços e a cultura da organização, mesmo assim ainda é possível melhorar. Quando ela possui um programa de Gestão por Competências, no qual os objetivos estão claros e as lideranças sabem onde é necessário chegar, basta avaliar o time, fazer o retrato de como está a equipe num determinado momento e conhecer o potencial de cada profissional. Ao identificar um gap entre a performance atual e a desejada, a empresa pode direcionar os esforços do profissional em seu desenvolvimento. 

Gerenciar a performance de seus colaboradores é uma demonstração  de profissionalismo da empresa. Como profissional da área de capital humano, tenho visto muitas organizações realizando o assessment dos funcionários, e percebo que essas companhias estão alguns passos à frente de seus concorrentes. O processo acaba com a subjetividade das avaliações e traz melhores resultados, pois substitui paternalismo e achismos sobre a performance dos profissionais. Todos ganham, e o mercado reconhece.


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