Mercado segue preocupado com a agenda de reformas

Para analistas, Temer focará sua defesa do que votações no Congresso

Da Redação

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Para analistas, presidente focará mais em sua defesa do que efetivamente no andamento das votações no Congresso

Os investidores estão cautelosos com o andamento das reformas e os desdobramentos da crise política. Tanto é que na manhã desta segunda-feira (12), o Ibovespa iniciou o dia em alta, mas já passou a operar em baixa de 0,6% perto do meio-dia. No final do dia, porém, a queda foi até maior: 0,8%, aos 61.700 pontos.

Os agentes econômicos calculam que Temer terá de enfrentar várias barreiras, mesmo sendo sido absolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (leia mais detalhes aqui) – entre elas a denúncia da Procuradoria-Geral da República. No fim desta segunda, o dólar comercial tomou caminho inverso e subiu 0,5%, sendo cotado a R$ 3,3109.

O maior dos problemas, no entanto, para o mercado, será a aprovação das reformas. Analistas afirmam que o presidente focará mais em sua defesa do que efetivamente no andamento das votações no Congresso. A consultoria Eurásia calcula, mesmo assim, que será difícil destituir Temer a partir de uma votação na Câmara, pois seria necessário o apoio de dois terços dos deputados.

“Desde as delações da JBS, ninguém sério acredita mais que seja possível aprovar o pacote proposto, mesmo com todas as concessões. Um eventual presidente ‘tampão’ tampouco vai conseguir entregar a reforma da Previdência. A tendência macroeconômica é que, com a economia estagnada, a inflação siga em forte queda e, com isso, os juros vão continuar caindo de forma expressiva”, estimou André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, em reportagem publicada pelo UOL. 


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