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Um Portal de Inteligência pode ser vital para seus negócios

Por Fábio Rios

Um Portal de Inteligência pode ser vital para seus negócios

Portais de Inteligência vêm sendo usados há cerca de 15 anos no Brasil para suportar os processos de inteligência de mercado, competitiva e estratégica, entre outros focos de atuação. Fundamentalmente, se propõem a centralizar as iniciativas da área, desde a organização de produtos de inteligência, relatórios, apoiar na troca de informações para favorecer um cenário de colaboração, acelerar atividades de análise e geração de insights, assim como oferecer visibilidade sobre missão, visão, objetivos e demais responsabilidades desta estrutura dentro das empresas.

Neste post, me proponho a ser polêmico – e definitivo – ao afirmar que uma área de Inteligência não consegue prosperar sem um portal para suportar seu desenvolvimento. O fato é que vivemos num cenário global de competição ímpar! Concorrentes surgem de todos os lados, em todos os setores, fazendo com que os clássicos “Novos Entrantes” descritos por Michael Porter em seu Estratégia Competitiva, ainda na década de 1980, sejam a força da indústria que mais surpreende as empresas. É aplicativo de tecnologia que muda o setor dos transportes, é player de vídeo sob demanda que muda a indústria do cinema ou empresa de Telecom que vira competidor no segmento de meios de pagamento – isso apenas para citar os mais óbvios!

Para apoiar a minha afirmação, apresento abaixo quatro pontos sensíveis relacionados aos motivos pelos quais as áreas não podem entregar valor de verdade sem a existência de um portal de inteligência.

1. Monitoramento
As áreas de inteligência, de um modo geral, têm muitas demandas de monitoramento, mas poucas pessoas para dar conta de uma atuação mais manual. Sem suporte tecnológico para enfrentar o crescente volume de fontes de informação, essa tarefa se torna uma atividade impraticável, apesar de extremamente importante. Por essa razão, um portal precisa oferecer recursos automatizados para a coleta de informações, mas principalmente para a geração de alertas automáticos sobre a ocorrência de mudanças coletadas a partir de concorrentes, clientes, fornecedores, órgãos governamentais, personalidades, entre outros itens básicos presentes na rotina de uma área de inteligência.

2. Colaboração
Uma área de inteligência sem trabalha em rede não atinge os melhores resultados. Estudos revelam que cerca de 80% das informações externas, relevantes para a compreensão do ambiente de competição da organização, já estão dentro da própria empresa. Elas se encontram através de interações continuadas e diárias de funcionários de áreas de negócios com clientes, fornecedores, órgãos governamentais, formadores de opinião, etc. Por essa razão, existe a necessidade de estabelecer canais para favorecer a troca de informações, melhorando o fluxo entre a área de inteligência e todos os outros setores da companhia. Formulários de contatos e fóruns de discussão são alguns elementos que permitem comentários e avaliações sobre informações que circulem no portal, por exemplo.

3. Sistematização
Analisar o mercado uma vez e fazer isso novamente um ano depois, para suportar o planejamento estratégico da empresa, pode ser tempo demais. O processo de inteligência preconiza uma atuação sistemática, fazendo com que as variáveis do ambiente de competição sejam sempre observadas, a fim de que se antecipem oportunidades e ameaças sobre o negócio da organização em todas as suas instâncias. Isso se consegue pela criação de um instrumento que mantenha o processo de monitoramento continuado que possa gerar análises na mesma velocidade com que a organização precise tomar decisões. Em um portal voltado à prática inteligente, os recursos mais comuns são os alertas automáticos, os monitoramentos de fontes secundárias e as funções colaborativas que favorecem a troca de informações continuada.

4. Formalização
Uma área de inteligência que não comunica qual é sua missão, sua visão, seus objetivos e demais responsabilidades da estrutura, vira um oráculo dentro da empresa. Toda e qualquer demanda de monitoramento acaba sendo direcionada para essa área, impedindo uma operação mais assertiva, uma gestão mais eficiente e, consequentemente, resultados mais eficazes. Dessa maneira, um portal cumpre o objetivo de formalizar o setor. Ao deixar claros os drivers da estrutura de inteligência, ao mesmo tempo legitimando e tangibilizando para a organização as práticas, as rotinas e os alvos de monitoramento, isso culmina em um processo mais maduro, mais colaborativo e mais transparente. Os recursos tecnológicos que apoiam a formalização em um portal de inteligência normalmente são seções institucionais para registro dos direcionamentos da área, detalhes da equipe, competências, formação, resultados, entre outras informações.

Você lidera uma área de inteligência e se identifica com os pontos sensíveis citados no texto? Saiba que você não está sozinho! A boa notícia é que o caminho não é tão árduo. No próximo post, descreverei os estágios de maturidade de um portal que dá suporte para um setor de inteligência e, claro, como chegar lá.


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