Cade aprova compra da paranaense Belagrícola por grupo chinês

O Pengxin tem intenção de avançar no país com aquisições por meio da Dakang Pasture Farm, seu braço agropecuário

Da Redação

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Cade aprova compra da paranaense Belagrícola por grupo chinês

O grupo chinês DKBA, braço brasileiro da gigante Shanghai Pengxin, teve a compra de 53,9% das ações da Belagrícola (foto) aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O valor do negócio não foi revelado, mas a empresa paranaense faturou R$ 2,8 bilhões em 2016. 

Este é o segundo negócio do conglomerado chinês fechado no Brasil. Há menos de um ano, o grupo comprou 57% da Fiagril, holding que atua como trading nas áreas de grãos e venda de insumos que tem sede em Mato Grosso. O Pengxin, que atua em setores como mineração, imobiliário e agrícola, planeja a intenção de avançar no país com aquisições por meio da Dakang Pasture Farm, seu braço agropecuário.

Criada em 1985 por João Andreo Colofatti como uma pequena revenda de insumos em Londrina (PR), a Belagrícola tornou-se uma cerealista com faturamento anual da ordem de R$ 3 bilhões. Além dos insumos, a Belagrícola tornou-se uma comercializadora regional de grãos relevante, ampliando sua atuação do norte do Paraná para São Paulo e, mais recentemente, Santa Catarina. 

Hoje a Belagrícola conta com 38 unidades de recebimento de grãos e 55 lojas de insumos, que empregam 1.600 funcionários no Paraná, São Paulo e Santa Catarina.


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comentarios




Raul A. R. Gonçalves

Gostaria de saber se, por reciprocidade, o governo brasileiro exige das empresas chinesas o mesmo tipo de exigências feitas por eles, a uma empresa estrangeira que queira se instalar na China.

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