BRF pode acionar Justiça por prejuízos causados pela JBS

Empresa afirma que práticas podem ter impactos na esfera concorrencial

Da Redação

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BRF estuda acionar Justiça por prejuízos causados pela JBS

A BRF anunciou na terça-feira (23) em comunicado ao mercado que estuda entrar na Justiça para obter reparação por eventuais prejuízos causados por sua rival JBS. “Algumas das práticas descritas pelo empresário Joesley Batista no acordo de delação premiada podem ter impactos nas esferas penal, cível, concorrencial e regulatória, o que daria motivos para o ajuizamento de medidas judiciais e/ou administrativas de distintas naturezas contra os indivíduos e as empresas envolvidas”, afirma a companhia catarinense. 

Os executivos Luís Carlos Affonso e Carlos Costa, que aparecem nos áudios como beneficiários de propina da JBS, foram conselheiros da concorrente até 2015, indicados pela Petros, uma das principais acionistas da BRF. Ou seja, por meio do fundo de pensão da Petrobras, Joesley e Wesley Batista tinham nomes de sua confiança em dois assentos no Conselho de Administração da BRF. Por essa razão, a empresa de Santa Catarina pediu que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tome as providências para apurar potencial conflito de interesses, violação de sigilo e uso indevido de informações privilegiadas tendo em conta que os seus ex-conselheiros teriam recebido propina da JBS. 

A BRF declarou que desconhecer essa relação ou envolvimento de seus ex-conselheiros com a JBS, mas também pediu que a autarquia cobre esclarecimentos ao fundo de pensão Petros, da Petrobras, que teria indicado, além dos dois ex-conselheiros, Ademir Bendine, também citado nas delações. Clique aqui para ler na íntegra a manifestação da BRF


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