Fiesc e Fiergs: política não pode contaminar economia

Para Côrte e Müller, reformas devem continuar

Da Redação

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Fiergs: é urgente separar crise política da economia

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) se manifestaram sobre a denúncia de suposta obstrução de Justiça por parte do presidente Michel Temer na operação Lava Jato e outros desdobramentos no cenário político. “É necessário e urgente separar a nova crise política da economia. As questões políticas podem e devem ser resolvidas dentro dos seus limites. Agora que a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação, todos perderiam se a crise política viesse a agravar a crise econômica, que ainda está longe de ser superada”, afirma Heitor Müller, presidente da entidade. 

Na opinião do industrial, as as reformas devem continuar. “As reformas não são do governo, [pois] são necessárias e definidoras do futuro do país. Não podemos deixar que o andamento das leis modernizantes seja contaminado. Confiamos que os políticos, suas lideranças e todas as autoridades constituídas saberão separar as soluções para o país, cada qual no seu âmbito”, finaliza o documento.

“Não podemos ficar refém das incertezas e das turbulências causadas pela crise política e ética que parece não ter fim. Pelo contrário, temos que continuar trabalhando duro como é da natureza do setor produtivo do bem e apoiar o Congresso Nacional em relação às reformas estruturais que visam organizar o país, promovendo investimentos e geração de empregos. O Brasil das pessoas do bem é maior do que a crise”, afirmou Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, durante a abertura do painel sobre negociações internacionais, na Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, que a entidade realiza de 17 a 19, em Florianópolis.

Até o final da tarde desta quinta-feira (18), a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) não se pronunciou sobre o fato. 

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