Aécio Neves é alvo de operação da Polícia Federal

STF determina afastamento do Senador e do deputado Rocha Loures

Da Redação

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Aécio Neves é alvo de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal cumprem na manhã desta quinta-feira (18) mandados de buscas e apreensão em imóveis ligados ao senador Aécio Neves no Rio, Brasília e em Minas Gerais, e no gabinete dele, no Senado. Um procurador da República foi preso e há mandados contra pessoas ligadas ao ex-deputado federal Eduardo Cunha.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também pediu o afastamento de Aécio do mandato. O senador já responde a seis inquéritos no STF. Além de Aécio, também são alvos desta operação os gabinetes do senador Zezé Perrela (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu a prisão de Aécio Neves, mas o ministro Edson Fachin, do STF, negou o pedido. "Caso a PGR apresente recurso, o caso será levado ao plenário do Supremo para avaliação", afirma o despacho de Fachin. 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma mensagens aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em que confirma ter pedido ao ministro Edson Fachin, a prisão preventiva do procurador Ângelo Goulart Vilela, preso pela PF. Janot também pediu a prisão preventiva do advogado Willer Tomaz. “As prisões preventivas foram por mim pedidas com o objetivo de interromper suas atividades ilícitas”, justifica-se Janot na mensagem. Segundo o procurador-geral, os pedidos de prisões de Vilela e de Tomaz estão “embasados em robusta documentação, coletada por meio de ação controlada”. Além da prisão de Vilela, Janot determinou sua imediata exoneração da função de assessor da Procuradoria-Geral Eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e revogou a participação do procurador na força-tarefa do caso Greenfield, que apura suspeitas de irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país.

A operação teve início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação de Aécio pedindo a ele R$ 2 milhões. As informações foram antecipadas pelo jornal O Globo (clique aqui para ver).

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