BRF ainda calcula os prejuízos da Carne Fraca

Alguns reflexos serão sentidos nos resultados do próximo trimestre

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

BRF ainda calcula os prejuízos da Carne Fraca

A BRF ainda calcula os prejuízos da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março. De acordo com o presidente global Pedro Faria, a companhia deixou de embarcar 15 mil toneladas durante o período em que o embarco de alguns países passou a vigorar. A empresa também teve de aportar R$ 40 milhões em marketing em uma campanha para reforçar o compromisso da marca com a qualidade. “Felizmente a atuação do governo brasileiro foi muito importante e eficiente. Isso permitiu que mercados fossem reabertos com rapidez”, avaliou Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração da empresa. 

Porém, durante a conferência dos resultados na manhã desta sexta-feira (12), os executivos afirmaram que alguns reflexos da Carne Fraca ainda serão sentidos nos resultados do segundo trimestre. Ainda no exterior, a empresa relatou que sofreu com o estoque elevado de carne de frango na África e nos países muçulmanos. A apreciação cambial também afetou a rentabilidade das exportações, de acordo com o comunicado. Com isso, a receita com vendas foi afetada. Ao todo, a receita líquida atingiu R$ 7,8 bilhões entre janeiro e março, 3,8% menos que os R$ 8,1 bilhões de igual período do ano anterior. A BRF também obteve prejuízo de R$ 281,4 milhões no primeiro trimestre. Um ano antes, a companhia tinha lucrado R$ 39 milhões.

Pela primeira vez, desde o final de 2015, a BRF apresentou no mercado brasileiro um crescimento anual nos volumes de produtos processados e teve um fechamento de trimestre com margem Ebitda de 14,7%, que foi 3,7 pontos percentuais acima do registrado no quarto trimestre de 2016. A companhia acredita em uma melhora gradual do mercado interno principalmente no segundo semestre. Além do mais, a BRF leva uma vantagem com as marcas concorrentes, pois a empresa já elevou os preços do mix durante o ano passado. “Fizemos esse esforço da execução [da margem] dos preços [dos produtos] e melhoria do volume. O varejo sempre apresenta forte oscilação, pois há meses mais fortes e mais fracos. É um trabalho contínuo, baseado em bons fundamentos”, assegura Alexandre Almeida, executivo que lidera liderar o mercado brasileiro dentro da BRF. 


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