O desafio dos jovens líderes

Muito bem formados, eles precisam aliar teoria à prática

Por Bernt Entschev

Bernt Entschev fala sobre o desafio dos jovens líderes

A geração Y, formada por profissionais nascidos nas décadas de 1980 e 1990 já ocupa cargos de liderança em diferentes setores da economia. São jovens que curtem inúmeras coisas, entre elas é claro, a tecnologia, que faz com que sua visão de mundo seja bastante ampliada. A jovialidade, a capacidade criativa, atualização constante, entusiasmo e a coragem para assumir decisões são outras características que o mundo corporativo valoriza nesta geração – e esses jovens têm de sobra. 

Contudo, ao mesmo tempo em que sobram predicados, eles também têm seus desafios como qualquer outra geração. Nossos jovens são profissionais do seu tempo. Os dilemas encontrados por um rapaz ou uma moça na casa dos seus 25 a 29 anos, por exemplo, já começam no conflito de gerações. Por vezes terão de fazer a gestão de pessoas com o dobro da sua idade e anos de casa. Muito bem formados, eles precisam aliar teoria à prática, faltando-lhes a experiência; além disso, esperam que as organizações sejam compreensivas em relação a essa falta de tato que só o tempo lhes dará. 

As empresas precisam levar em consideração ainda que essa geração tem anseios específicos que os motivam a assumir novos desafios. Gostam de tomar decisões rápidas, querem galgar cargos de gerência, direção e presidência. E que sua satisfação não está atrelada ao fator financeiro necessariamente, mas ao reconhecimento pelo trabalho realizado. Ao formalizar alguém como líder, as organizações precisam também fazer a lição de casa – entre as tarefas oferecer acompanhamento constante, dar feedback com valor agregado, dar suporte para que a geração entenda que as organizações são feitas de projetos de longo prazo e que a força jovial aliada a profissionais experientes são ingredientes necessários para alcançar projetos vencedores. 

Por fim, deixo algumas dicas que podem ajudar nesta jornada:  tenha paciência com a maturidade emocional do novo líder; faça uma delegação gradual; promova  profissionais que possam ser tidos como mentoring de equipes, com bagagem o suficiente para respaldar as dúvidas dos liderados e proporcione a essa liderança desafios constantes. Também deixe claro que mesmo com o advento da tecnologia, as empresas são feitas de pessoas e que o tempo dos resultados humanos são diferentes do tempo dos resultados proporcionados pelas máquinas. 


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