Flexibilidade é a palavra-chave para liderar os nativos digitais

Os projetos profissionais devem ser realmente desafiadores para esta geração que está revolucionando empresas

Por Bernt Entschev

Flexibilidade é a palavra-chave para liderar os nativos digitais

A tecnologia mudou radicalmente a relação das pessoas com o trabalho. As gerações, classificadas em Baby Boomer, X, Y e os millennials, ou também chamada de Z, apresentam diferenças significativas no mundo corporativo. Para os Baby Boomers, a missão estava concentrada na criação da família e de buscar a felicidade fora do trabalho. Já os X levavam muito a sério sua relação com a vida profissional. O ponto em comum entre estas duas gerações é a capacidade de esperar que as situações no ambiente corporativo fossem resolvidas cada uma em seu tempo, ou seja, as promoções, aperfeiçoamento profissional. Já a Y e os millennials nasceram praticamente digitalizados, portanto, em um mundo bem diferente das outras gerações. 

Os millennials, nativos digitais, querem tudo apressadamente, transformaram os hábitos de consumo e também a atitude em relação ao trabalho. Eles não conheceram o mundo sem internet. São críticos, dinâmicos, exigentes, sabem o que querem, não gostam das hierarquias nem de horários poucos flexíveis. Normalmente possuem uma boa formação, falam uma ou duas línguas, são prestativos, gostam de trabalhar duro, mas também de se divertir e ter tempo livre. Diferentemente das outras gerações, onde a experiência demonstrava capacidade, e o mais importante eram a hierarquia e os protocolos, agora os Z questionam as regras. São menos motivados por dinheiro que a geração Y e têm mais ambições empreendedoras. Muitos querem ter a sua própria startup. 

Mas as empresas estão preparadas para receber esta nova geração? Quais desafios estão sendo impostos por eles? Muitas ainda estão tentado decodificá-los.  Isso exigirá que as companhias se adaptem e apliquem novas práticas para atrair e reter esses profissionais. As organizações precisam ficar atentas a todas essas mudanças e ter flexibilidade para novas práticas e programas. Exigentes, esses jovens não se submetem a ter condições trabalhistas que não os satisfaçam, por exemplo. Além disso, eles preferem trabalhar de casa.

O que temos que aprender com os millennials?  Primeiro: as organizações precisam lidar com as decisões com velocidade, já que esta geração necessita de retornos rápidos, sejam eles positivos no caso de uma promoção, ou mesmo negativo em uma demissão.  Os nativos digitais também gostam de ser desafiados. Os projetos profissionais devem ser realmente desafiadores e serão conduzidos com velocidade, inteligência e sabedoria. Por fim, o tópico mais complexo é o que trata da liderança dos millennials. Os gestores precisam ter a maturidade de entender o que necessita ser realizado com regularidade e processos definidos, mas também ao mesmo estar aptos a receber surpresas que essa geração pode trazer para as organizações. Flexibilidade é a palavra-chave para o gestor da geração Z.  


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