Fiesc anuncia homenageados com mérito industrial

Carlos Rodolfo Schneider será um deles

Da Redação

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Fiesc anuncia homenageados com mérito industrial. Carlos Rodolfo Schneider será um deles

Os industriais Ademar Sapelli, de Brusque, Álvaro Weiss, de São Bento do Sul, Carlos Rodolfo Schneider (foto), de Joinville, José Samuel Thiesen, de Saudades, além do governador Raimundo Colombo, receberão a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina. Instituída pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), a comenda é o mais alto reconhecimento da indústria do Estado. O industrial Ingo Fischer, de Brusque, receberá a Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A solenidade de entrega será no dia 19 de maio, às 10h30, no encerramento da Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, evento que a FIESC realiza de 17 a 19 de maio, em Florianópolis. O anúncio dos nomes foi feito na reunião de diretoria da Federação, nesta sexta-feira (28), em Florianópolis. 

Criada em 2000, a Ordem do Mérito Industrial reconhece, por ano, até cinco personalidades ou organizações que tenham contribuído para o desenvolvimento da indústria catarinense. A Ordem do Mérito Industrial da CNI foi criada em 1958. Anualmente, no máximo dez federações industriais conseguem aprovar indicações entre as 27 do país. Veja abaixo o perfil dos homenageados.

Ademar Sapelli
Nascido em Brusque, formado em matemática e filho de um caldeirista de curtume e de uma funcionária pública municipal, Ademar fundou a empresa Sancris, em 1987, nos fundos de sua própria casa, na sua cidade natal. A empresa, inicialmente uma distribuidora de aviamentos, cresceu e hoje trabalha na produção e comercialização de linhas, fios e zíperes. A companhia tem uma carteira de aproximadamente 4,5 mil clientes, emprega mil trabalhadores em suas três unidades fabris e atende o mercado nacional e internacional. Antes de fundar a empresa, Sapelli, que é irmão gêmeo de Ademir e tem mais quatro irmãs, começou sua vida profissional como empacotador em um supermercado, depois trabalhou como almoxarife e vendedor na Irmãos Fischer. Além disso, foi representante comercial na Companhia Industrial Schlosser. Sapelli também tem forte om atuação no associativismo, integra a Associação Comercial de Brusque há 30 anos, é membro do Conselho do Hospital de Azambuja e atua em outras entidade filantrópicas.

Álvaro Weiss
Natural de São Bento do Sul, aos oito anos de idade Álvaro Weiss entregava leite e ajudava os pais na roça para complementar a renda da família de músicos, que formava uma banda liderada pelo pai. Sem deixar de estudar, aos 15 anos ele foi trabalhar na fábrica de chocolate Buschle, onde exerceu as funções de serviços gerais e auxiliar de escritório. Em 1957 foi convidado para trabalhar na Artefama. Iniciou na contabilidade, passou pelas áreas administrativa e de vendas, chegou à presidência e hoje está à frente do conselho de administração. Weiss participou de um dos momentos mais importantes da companhia, que foi o início das exportações de artefatos de madeira, em 1967, para os Estados Unidos. Posteriormente, foram embarcados móveis de jardim para Inglaterra e Austrália. Na década de 1980 aumentou o volume exportado para o mercado norte-americano e no final de década de 1990 o Brasil entrou com mais força no mercado moveleiro mundial. Álvaro também se destacou no associativismo, com a fundação da Associação da Indústria Moveleira e o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul.  

Carlos Rodolfo Schneider
Bacharel e mestre em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, Carlos Rodolfo dirige o Grupo H. Carlos Schneider, de Joinville, que tem entre suas empresas a Ciser, companhia fundada em 1959 e atualmente líder na América Latina na produção de fixadores. A empresa tem capacidade produtiva de 6 mil toneladas por mês e 27 mil produtos agrupados em 436 linhas para atender 20 mil clientes em mais de 20 países. Carlos Rodolfo presidiu a Associação Empresarial de Joinville (Acij) e a Celesc. Atualmente, o industrial é coordenador nacional do Movimento Brasil Eficiente, que busca melhorar a eficiência da gestão pública, é membro do Conselho Superior de Economia da FIESP, do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo e do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal). Também é articulista em diversos jornais e revistas do País.

João Raimundo Colombo
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, é natural de Lages e iniciou a vida pública aos 26 anos. Em sua carreira política, acumula experiências como secretário de Estado, presidente da Celesc e da Casan, deputado estadual, federal e senador, além de três mandatos como prefeito de Lages. Quando senador, recebeu o prêmio Mérito Legislador 2008, do Instituto de Estudos Legislativos Brasileiro (Idelb). Raimundo Colombo foi eleito governador do Estado em 2010 e reeleito em 2014. Como governador, cumpriu o compromisso firmado nas campanhas de 2010 e 2014 de não aumentar a carga tributária em Santa Catarina. A crise financeira e fiscal que afeta praticamente todos os Estados brasileiros levou grande parte dos governos estaduais a aumentar impostos. Colombo manteve-se fiel à convicção de que elevar carga tributária atrasaria a retomada da economia e focou os esforços do governo no corte das despesas.

José Samuel Thiesen
Filho de agricultores e vindo de uma família de 13 irmãos, Thiesen é natural de Rio Pardo (RS). Mudou-se para Saudades aos quatro anos de idade, em 1948, e no final da década de 1960 foi morar na Suíça, onde viveu por quatro anos. De volta ao Brasil, em 1974 fundou junto com líderes cooperativistas a Ceraçá (Cooperativa de Eletrificação Rural Vale do Araçá), empreendimento que nasceu com a missão de levar energia elétrica para as propriedades rurais de Saudades e outras cidades da região. Ao longo dos anos, a organização foi crescendo e diversificando os negócios e hoje emprega cerca de mil trabalhadores. Atua nas áreas de distribuição de energia, elaboração de projetos de energia para indústria, construção civil e agricultura, execução de obras de construção civil residenciais, comerciais e industriais, além de possuir uma rede regional de lojas que comercializa materiais de construção, elétricos e eletrodomésticos. Ele também fundou as empresas Finestra, que fabrica móveis de madeira maciça, e a Mauê, que é composta por Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s). No total, José tem 11 empresas em diversos segmentos.  

Ingo Fischer (Ordem do Mérito Industrial da CNI)
A modesta oficina de conserto de bicicletas aberta por Ingo Fischer, aos 17 anos, em 1961, se transformou em um conglomerado industrial de 150 mil metros quadrados, que gera 800 empregos. Com faturamento anual bruto superior a R$ 575 milhões, a empresa, localizada na cidade de Brusque, é líder nacional no mercado de fornos elétricos domésticos. Com espírito empreendedor, Ingo e seus irmãos Nivert, Norival, Egon e Edemar, desde cedo perceberam e aproveitaram as oportunidades que surgiram. Eles diversificaram os trabalhos na pequena oficina, até começar a produzir equipamentos para a indústria de alimentos e, mais tarde, linhas em série, levando a Irmãos Fischer ao atual portfólio de mais de 200 produtos, em linhas de eletrodomésticos, equipamentos para construção civil, bicicletas e até casas modulares de metal. Além de liderar o surgimento e o desenvolvimento da indústria, Ingo Fischer se destaca pela liderança empresarial e pelas ações sociais e comunitárias, sendo, por exemplo, provedor do Hospital Azambuja, desde 1997, entre outras atividades, além de ser vice-presidente da FIESC para o Vale do Itajaí Mirim.


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