Indústria do aço deve fechar 2017 em ritmo lento

Instituto Aço Brasil estima que a produção avance 3,8%

Da Redação

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Instituto Aço Brasil estima que a produção avance 3,8%

O consumo aparente de aço no primeiro trimestre deste ano apresentou um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando que as vendas internas tiveram nesse mesmo período uma queda de 0,5%, o crescimento verificado no consumo aparente foi suprido pelo aumento das importações, que foi de 73,1%. De janeiro a março desse ano, a produção apresentou um crescimento de 10,9%, canalizado basicamente para as exportações, que tiveram um crescimento de 17,4%.

O significativo crescimento das exportações deve-se à entrada em operação de uma nova usina – a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) –, voltada para o mercado externo e ao enorme esforço despendido pelas demais usinas brasileiras, que por operarem, atualmente, com 40% de ociosidade, aumentaram suas exportações para evitar novos fechamentos de equipamentos e demissões de colaboradores, dado que o mercado interno continua deprimido. Deve ser considerado ainda que a base de comparação dessas exportações, no primeiro trimestre de 2016, é extremamente baixa, o que ajuda a impulsionar as variações percentuais.

Apesar dos resultados obtidos entre janeiro e março, o Instituto Aço Brasil prevê que em 2017 a produção brasileira de aço bruto encerre o ano com um crescimento de 3,8% em relação a 2016, totalizando 32,5 milhões de toneladas. Já para as vendas internas de produtos siderúrgicos, está previsto alta de 1,3%, chegando a 16,7 milhões de toneladas, patamar similar ao de 2006. As previsões do Aço Brasil para esse ano ratificam o que vem sendo alertado pela coalizão composta pelos segmentos automotivo, produtos químicos, máquinas e equipamentos, têxteis/confecção, calçados, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, autopeças, siderurgia, papel e celulose, de que não ocorrerá retomada do mercado interno em 2017. Estes segmentos, que representam 48,5% da produção e 68,5% das exportações da indústria de transformação do país, operam em média com 50% de ociosidade e demitiram, nos últimos dois anos, cerca de 500 mil funcionários. 


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