Fiesc apresenta plano para melhorar rodovias do Oeste

Estudo revela que manutenção tem sido insuficiente

Da Redação

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Fiesc apresenta planos para melhoria das rodovias do Oeste

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) lançou em Chapecó o Grupo Técnico Rodovias Oeste SC do Futuro (foto), iniciativa que tem o objetivo de contribuir para o planejamento e a melhoria na segurança e eficiência da malha rodoviária da região. O lançamento foi realizado no início desta semana pelo presidente da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da entidade, Mario Cezar de Aguiar, com a presença do vice-presidente regional da Fiesc, Waldemar Antônio Schmitz, e lideranças da região. Aguiar apresentou proposta que prevê ações e demandas prioritárias para garantir a modernização e a ampliação da malha rodoviária da região, considerando as matrizes investimento, planejamento e política e gestão.

Ainda durante o encontro, a federação apresentou análise que mostra o estado de conservação e manutenção de 2.478 quilômetros de rodovias estaduais catarinenses no oeste, extremo-oeste, meio oeste, planalto serrano, planalto norte, norte, vale do Itajaí e Sul. O trabalho, realizado pelo engenheiro Ricardo Saporiti com o apoio do CREA-SC, mostra que as intervenções que estão sendo realizadas são insuficientes para melhorar a situação e a segurança das estradas. O engenheiro percorreu as rodovias entre abril de 2016 e fevereiro de 2017. No oeste e extremo-oeste foram analisados 696 quilômetros que contemplam as estradas: SC-283, SC-163, SC-155, SC-160, SC-305, SC-161, SC-157 e SC- 480.

Conforme o levantamento, o montante total médio dos recursos alocados para as regiões analisadas ? R$ 4.603,42 por quilômetro – não permite a realização de obras de preservação, reforços de base, recuperações de obras de artes especiais (como pontes e viadutos, por exemplo) e sinalizações. Na seleção das rodovias estaduais analisadas foi levada em consideração a interligação com as estradas federais que cortam o Estado e os trechos que são de responsabilidade das superintendências regionais do Deinfra e das Agências de Desenvolvimento Regionais (ADRs). 

Segundo estudos do Instituto de Pesquisas Rodoviárias e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o mau estado de conservação da rede viária resulta no acréscimo do consumo de combustíveis em até 58%, no aumento no custo operacional dos veículos em até 40%, na elevação do índice de acidentes em até 50% e no acréscimo no tempo de viagem em até 100%, além de efeitos adversos na economia e no desenvolvimento das regiões. 


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