Lista de Janot faz mercado agir com cautela

Cronograma da reforma da Previdência é motivo de preocupação

Da Redação

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Mercado abre atento aos desdobramentos da lista de Janot

Após abrir em alta, chegando a ter ganho de 0,75%, o Ibovespa obteve leve queda atingindo 64.918 pontos (+0,2%) no início da tarde desta quarta-feira (15). Um dos motivos foi o noticiário movimentado pelo envio de 83 pedidos de investigação ao Superior Tribunal Federal (STF) de citados em delação da Odebrecht (leia mais detalhes aqui). Agentes econômicos colocam em dúvida o cumprimento do cronograma da aguardada reforma da Previdência tendo em vista que tanto políticos da situação e da oposição poderão fazer parte da relação de investigados. 

Nem mesmo a convicção do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acalmou os agentes econômicos. No fim da manhã, quando questionado se a menção de cinco ministros de Temer não gerava risco de paralisia ao governo, Meirelles garantiu que não. "O importante é que o interesse do país não seja prejudicado. Estamos trabalhando normalmente", afirmou. O ministro da Fazenda também projetou que a votação da proposta da reforma da Previdência deve ser agendada para abril. A aposta de Meirelles vai de encontro aos relatórios de algumas consultorias políticas publicados hoje. A Eurasia, por exemplo, afirma que o impacto da lista de Janot será maior sobre as eleições presidenciais de 2018 do que na agenda de reformas previstas pelo governo.

Parte da contenção do mercado também se deve à espera da decisão de juros do Banco Central norte-americano que será anunciado nesta tarde. Por volta das 13h, o Ibovespa somava 64.873 pontos, alta de 0,2%. Enquanto isso, o dólar registrava leve queda: o comercial estava sendo cotado a R$ 3,1599 na venda, baixa de 0,3%.


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