O futebol do Barcelona

O jogo contra o PSG reavivou uma admiração adormecida pela camisa azul-grená

Por Fernando Dourado Filho, de Berlim (Alemanha)

Barcelona goleia o PSG e conquista vaga pela Liga dos Campeões da Europa

Passei muitos anos de vida indo regularmente a Barcelona. Embora, no terreno do futebol, minhas maiores simpatias tivessem sempre recaído sobe o Espanyol, o outro time da Catalunha na Liga, fui a muitos jogos do Barça. A preferência pelo "underdog" decorre talvez de um traço de personalidade. Jamais poderia torcer por um time hegemônico e que contasse com milhões de torcedores. Isso se aplica ao futebol brasileiro, exceção feita ao Santos que me conquistou ainda criança, e ao Náutico, de Pernambuco, clube de devoção.

Pois bem, na época em que Rivaldo e Ronaldo jogavam pelo time do Camp Nou, eu ia ao estádio com inusitada frequência porque meus então parceiros de negócios assistiriam até aos treinos, se assim pudessem. E, evidentemente, criei um lastro afetivo razoável com o cube, sua força e tradição. Mas o ocorrido ontem contra o Paris Saint-Germain, quando superou um placar teoricamente impossível de ser batido em embates dessa categoria, reavivou uma admiração adormecida pela camisa azul-grená. 

Fiquei especialmente feliz pelos jogadores, alguns deles enredados em questões com o fisco por conta do aconselhamento enviesado de seus procuradores. É inacreditável como a Justiça pode ser obtusa a ponto de inculpar rapazes no auge de sua curta vida profissional por conta de coisas que sabemos se originar na figura dos empresários. Exultei por Messi (foto) e Neymar, principais protagonistas das acusações. Boa resposta é assim: se dá dentro do campo, o que termina sendo prova cabal de superação e altivez. Ontem meu coração foi azul-grená.


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