Taurus afirma que venda de armas para o Djibouti foi legal

Companhia do Sul contesta relatório da ONU sobre venda a filho de traficante de armas do Iêmen

Da Redação

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Taurus afirma que venda de armas para o Iêmen foi legal

A Taurus enviou um carregamento de 8 mil armas em 2015 a um filho do iemenita Fares Mohammed Mana'a, tido como um dos maiores traficantes internacionais de armas, três meses após a organização colocar o Iêmen (foto) sob embargo. Essa afirmação consta em um relatório do Painel da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Iêmen e Somália divulgado no dia 17 de fevereiro ao qual a Reuters teve acesso (veja aqui a reportagem completa da agência). O documento afirma que a empresa usada como operadora da venda, a Itkhan Trade Company, tem como presidente Adeeb Mana'a, filho de Fares Mana'a. A venda, que teria como destino o traficante iemenita, foi feita a um país vizinho ao Iêmen, o Djibouti ,como forma de contornar as restrições de segurança em torno de Mana'a e do Iêmen. 

Em mensagens de e-mail anexadas nos autos da investigação do ministério público brasileiro sobre as negociações, Adeeb é citado pelos ex-funcionários da Taurus que conduziram a exportação como o seu contato na venda. Mas, segundo o MP, os e-mails demonstram  que a fabricante de armas do Sul teria relação direta com Fares. "O Painel considera que o modus operandi da transferência de armas foi designado para contornar os controles regulares de aduanas e de segurança", alega o relatório da ONU. O mesmo documento diz que as licenças finais de exportação foram emitidas para a Taurus em fevereiro de 2015 – antes, porém, de o Iêmen entrar na lista de países sob sanção, em abril. No entanto, o carregamento saiu do Porto de Santos em julho do mesmo ano.

Em nota enviada para a Reuters, a Taurus afirma que “não participou de qualquer tentativa de contornar controles de segurança” e que a transação foi totalmente documentada e seguiu todos os protocolos exigidos pelas legislações brasileiras e internacionais. “Não havia qualquer restrição em relação a vendas para esse país [Djibouti]. Portanto, se houve alguma tentativa de contornar controles de segurança, isto foi feito à revelia da Taurus e das autoridades brasileiras”, revela o documento, cujo teor tem o mesmo argumento defendido pela empresa em setembro do ano passado quando o fato foi tornado público (leia mais detalhes aqui). A Reuters informa que o Ministério da Defesa do Brasil não havia se pronunciado até o fechamento da edição. 


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