Catarinense BRF fará ajustes no modelo de gestão

Abilio Diniz promete corrigir erros com ajuda de comitê

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Em meio ao anúncio do primeiro prejuízo anual desde a criação da BRF, em 2009, Abilio Diniz promete corrigir erros

A catarinense BRF anunciou que está ajustando seu modelo de gestão. O objetivo é corrigir erros e lidar com dificuldades que pressionaram os resultados da companhia no quatro trimestre e em 2016. A companhia contratou a consultoria BCG para dar suporte ao novo desenho de gestão. “Não queremos ficar à mercê dos ciclos ou mesmo do câmbio", afirmou Abílio Diniz (foto), presidente do conselho de administração. 

Diniz destacou, ainda, a criação de um comitê de gestão para corrigir os erros, em particular na ligação entre a cadeia produtiva e o consumidor. A decisão foi tomada ainda no final do ano passado. Diniz também negou boatos de que a Península, sua firma de investimentos, estaria deixando a operação da BRF.

A BRF reportou seu primeiro prejuízo anual desde que foi criada, em 2009. No ano passado, a companhia teve um prejuízo líquido R$ 372 milhões, ante um lucro líquido de R$ 2,9 bilhões em 2015. O resultado foi provocado pelo desempenho do quarto trimestre, período no qual a empresa teve perda de R$ 460 milhões. A BRF também foi afetada pela apreciação do real perante o dólar. A valorização da moeda brasileira reduziu a rentabilidade das exportações da empresa. No acumulado de 2016, a receita líquida da companhia aumento 4,8%, para R$ 33,7 bilhões. O crescimento da receita com vendas no ano passado decorre, sobretudo, das aquisições feitas pela companhia no exterior. 


leia também

Abilio Diniz se torna sócio minoritário da Wine - Valor da transação do e-commerce de vinhos, que pertence ao Grupo RBS, não foi revelado

Agora quem não quer sou eu - E quando a empresa pisa na bola e compromete a imagem da celebridade que a endossa?

Alexandre Almeida comandará a BRF no Brasil - Companhia catarinense também anunciou outras mudanças

Brasil Foods cria subsidiária para mercados muçulmanos - A Sadia Halal poderá atuar em países ainda não atendidos pela empresa

Brasil Foods investe US$ 16 milhões na Malásia - Companhia quer expandir presença no sudeste asiático

Brasil Foods, a queridinha dos fundos de investimento - Empresa catarinense atrai 75% do total aportado no setor de alimentos

comentarios




Caio Neves

Ego estratosférico e arrogância. Abilio deveria se retratar do que falou quando assumiu o conselho, chamando a BRF de uma “empresa torta”. De lá para cá, pode-se dizer que 2/3 dos executivos que trabalhavam para a Sadia/Perdigão, hoje estão na concorrência. Quero ver a mágica que ele vai fazer para reverter este cenário, mas acho que antes ele entrega parte da empresa para a Tyson.

Comentar

Adicione um comentário: