Marcopolo registra queda de 7% na receita em 2016

Exportações compensaram a retração do mercado brasileiro

Da Redação

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Marcopolo registra queda de 7% na receita em 2016

A Marcopolo (foto) encerrou 2016 com desempenho praticamente estável em relação a 2015, alcançando receita líquida consolidada de R$ 2,5 bilhões, uma queda de 7% em relação ao exercício de 2015. O crescimento de 27,3% nas exportações e de 14,6% nas vendas realizadas pelas unidades no exterior contribuíram para compensar parcialmente a retração de 37,6% no mercado interno.

No ano, o lucro líquido atingiu R$ 222,5 milhões (contra R$ 89,1 milhões no ano anterior). O valor foi positivamente impactado pela alienação parcial, em setembro, de participação equivalente a 7,4% do capital da companhia canadense New Flyer Industries. Os resultados da companhia também foram afetados pela incorporação das operações da Neobus, realizada em agosto, que reforçaram a posição de liderança da companhia no mercado brasileiro de ônibus.

Durante o ano de 2016 foram implementados projetos voltados à prospecção de oportunidades, com destaque para o Conquest, que teve como foco as exportações, por intermédio do fortalecimento da atuação nos mercados tradicionais da América Latina, da cobertura de novos mercados e da ampliação do portfólio de clientes no exterior. No ano, foram visitados mais de 65 países, que resultaram no incremento de 54,6% no volume físico exportado (2.959 unidades contra 1.915, em 2015). 

Perspectivas
De acordo com o comunicado enviado pela Marcopolo, a companhia segue engajada em sua estratégia de redução de despesas e custos indiretos e do aumento da eficiência operacional. Essas iniciativas se somam aos mecanismos de redução do impacto da crise no quadro de funcionários, adotados desde 2015, incluindo férias seletivas, férias coletivas, feriados prolongados com compensação de horas e flexibilização de jornada. Em janeiro deste ano, a Marcopolo adotou férias coletivas nas unidades de Caxias do Sul (RS). Na Marcopolo Rio, em Duque de Caxias, além das férias coletivas em janeiro, adotou-se uma flexibilização da jornada de trabalho de quatro dias em fevereiro.

A demanda doméstica no segmento de ônibus rodoviários poderá ser incrementada pela regulamentação de acessibilidade, que passa a exigir que novos veículos produzidos a partir de julho sejam equipados com elevadores, bem como pela obrigatoriedade de redução na idade média da frota que, até o fim de 2017, deverá ser de oito anos. No segmento de ônibus urbanos, o programa federal Refrota poderá fomentar novos investimentos. O objetivo é a abertura de crédito no valor total de R$ 3 bilhões para a renovação de até 10 mil ônibus. Pedidos voltados à modernização da frota dos operadores municipais também poderão alavancar vendas depois de dois anos de retração.


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