Mais tempero na receita do Grupo Risotolândia

Empresa de refeições coletivas deve faturar até 12% a mais neste ano

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Carlos Humberto de Souza, presidente do Grupo Risotolândia

Economistas têm repetido que o mercado de trabalho no Brasil deve retomar contratações a partir do segundo semestre, período no qual a economia voltará a ter índices um pouco mais animadores. Pois é com base nesse novo cenário, e em alguns outros trunfos, que a empresa paranaense de refeições coletivas Risotolândia projeta um faturamento anual mais encorpado. Enquanto o setor deve avançar cerca de 7%, a companhia de Araucária projeta crescer 12%, índice que fará com que o grupo fature cerca de R$ 360 milhões. 

Mais da metade (55%) da receita do Grupo Risotolândia é ligado ao setor público: escolas municipais e presídios, por exemplo. Porém, a aposta para este ano é mesmo o setor privado. “A recente redução dos juros e outras ações do governo farão com que os empresários voltem a investir”, acredita Carlos Humberto de Souza (foto), presidente da companhia. A entrada em hospitais particulares, por exemplo, será uma das estratégias voltadas ao segmento corporativo. Nos restaurantes empresariais também continuarão a ser oferecidos outros serviços como lanchonetes abertas durante todo o dia ou mesmo a opção de venda de refeições congeladas. 

Em média, o prato custa cerca de R$ 10 por funcionário nos restaurantes corporativos – valor pago pela empresa que contrata o serviço. Para efeitos de comparação, a merenda escolar servida pela Risotolândia tem o preço médio de R$ 2 enquanto a diária (que inclui café da manhã, almoço e jantar) para o presídio de Piraquara (PR) custa R$ 13 por detento. “São alternativas que criamos ao longo dos últimos três anos, pois sempre tem espaço para comercializar produtos nos intervalos dos empregados nas fábricas”, explica Souza, que preside o Sindicato das Empresas de Refeições Coletivas e Alimentação Escolar do Paraná (Sercopar). 

Também foi por oportunidade que a Risotolândia se estabeleceu em Minas Gerais a partir do ano passado. A empresa ganhou uma licitação e passou a atender todas as filiais da BD, companhia especializada em tecnologia médica, além da sede mineira. O maior mercado, porém, ainda é São Paulo. E no que depender dos planos do grupo paranaense, essa fatia será ainda maior. Hoje, o Estado é responsável por um faturamento anual de aproximadamente R$ 30 milhões, valor que poderá dobrar dentro de até um ano e meio. Além do Paraná, Minas Gerais e São Paulo, a Risotolândia fornece alimentação ainda para clientes no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. 


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