Meirelles aponta setores que devem ser privatizados

Ministro citou empresas dos setores financeiro e de energia como alvos

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Henrique Meirelles aponta setores que devem ser privatizados

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (foto), afirmou na noite de segunda-feira (20), em entrevista à GloboNews, que o projeto de recuperação fiscal dos Estados exigirá a privatização de empresas de saneamento, eletricidade e do setor financeiro. A primeira versão proposta pela União exigia apenas a criação de um programa de desestatização, sem especificar as áreas que poderiam ser objetos de privatização. O governo do Rio Grande do Sul, por exemplo, tem afirmado que não quer abrir mão do banco estadual. Em contrapartida, tem oferecido outros ativos, como a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e a distribuidora de energia CEEE.

Outro ponto destacado por Meirelles é que o ajuste demandará redução da renúncia fiscal dos Estados. Segundo Meirelles, os Estados terão de reduzir em pelo menos 20% os benefícios e incentivos tributários dados a empresas. “O ajuste nos Estados exigirá a proibição de aumentos salariais, de transferências de verbas entre entes federativos e de criação de subsídios, entre outros pontos”, revelou. Por outro lado, Meirelles afirmou que os Estados terão de elevar a arrecadação cortando subsídios já existentes, elevando as contribuições dos servidores e criando novas contribuições, além de fechar empresas públicas inviáveis. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, estima que o projeto de lei seja aprovado na Casa na primeira quinzena de março.


leia também

Bancos elevam para R$ 104 bilhões estimativa do déficit primário - Sondagem do Ministério da Fazenda prevê que a dívida bruta deve passar de 74,3% do PIB neste ano

Barbosa teme impactos da mudança no cálculo de juros da dívida dos estados - Edson Fachin mediará reunião entre governadores e o ministro da Fazenda para embasar decisão final do STF

Câmara adia votação do projeto que socorre Estados - A análise da proposta ficou para a próxima segunda-feira

Câmara aprova renegociação das dívidas estaduais - No RS, governo extingue 8 fundações em pacote para reduzir o Estado

Cármen Lúcia debate crise financeira e guerra fiscal com governadores - Nova presidente do STF pediu para que os Estados busquem um acordo que acabe com a disputa tributária

Congresso aprova projeto que altera meta fiscal de 2016 - O texto autoriza o governo federal a fechar o ano com um déficit primário de até R$ 170,5 bilhões nas contas públicas

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: