Mitos travam programas de participação nos lucros

Política de RH pode, inclusive, reforçar o faturamento

Da Redação

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Mitos travam programas de participação nos lucros

A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) ainda não alcançou a devida popularização nos ambientes corporativos. O PLR é um modelo de remuneração variável, uma espécie de recompensa oferecida pela empresa de acordo com o alcance de metas pelos funcionários. Na visão de Celso Bazzola, diretor executivo da Bazz Estratégia e Operação de RH, de São Paulo, a baixa aceitação é explicada pela crença que essa política se tornará uma despesa sem retorno. “Na maioria das vezes, os resultados são positivos para todos. Esse prêmio mantém os colaboradores motivados e ainda resulta em ganhos na produtividade. É uma relação onde todos ganham”, observa. Além do mais, o PLR é pago somente quando há resultado, o que ajuda as companhias a manter os gastos fixos controlados.

Para Bazzola, há maior resistência entre as pequenas e médias empresas, pois os sócios alegam que desconhecem as leis e as metodologias empregadas. Também há receio das dificuldades nas negociações sindicais, pois o programa só terá validade com a homologação junto ao órgão. Uma das principais vantagens do regime para as companhias é a não incidência de encargos trabalhistas. “Isso torna essa opção atrativa, pois seu custo tem menor impacto financeiro”, ensina Bazzola. A política também pode ser baseada no salário nominal, em um orçamento definido ou mesmo em valores fixados. 

A metodologia do sistema pode variar de acordo com as particularidades de cada empresa, devendo procurar sempre a igualdade das regras. Porém, a divisão dos lucros pode ser variável conforme os resultados das diferentes áreas e também o desempenho individual de cada funcionário. O especialista recomenda a implantação de indicadores como uma forma eficaz de medir o alcance dos objetivos. Segundo o consultor, um dos principais erros cometidos em relação ao PLR está justamente no desenvolvimento de metas. “Isso acontece por vários motivos – seja pela incompatibilidade com o funcionamento da companhia, pela falta de clareza na projeção, nos prazos e nos valores ou mesmo pelo reduzido impacto no resultado final da empresa”, exemplifica Bazzola.


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