BNDES: economia deve avançar no segundo semestre

Previsão foi feita por Maria Silvia Marques em visita ao BRDE

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Maria Silvia Marques, presidente do BNDES, em visita ao BRDE, em Porto Alegre

Empossada na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde junho, Maria Silvia Bastos Marques (foto) fez nesta segunda-feira (6) sua primeira visita a uma região do país. Para tanto, escolheu o Sul, e aproveitou a oportunidade para fazer uma reunião técnica de aproximação com a diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Além do BRDE, Maria Silvia visitou as instalações da AGCO e terá reuniões com a Cresol e o Sicredi. 

A presidente da instituição destacou as recentes mudanças anunciadas pelo BNDES como forma de fomentar a economia. “Capital de giro não é um serviço básico que costuma ser oferecido por bancos de desenvolvimento, mas o fizemos como um modo de ajudar as empresas – muitas delas em vias de recuperação judicial”, exemplificou. Segundo ela, uma das principais alterações foi enquadrar a empresa de médio porte no faturamento de até R$ 300 milhões por ano – o teto anterior era de R$ 90 milhões. Com isso, nada menos que 1.500 companhias terão acesso a recursos. Essa foi a primeira revisão da política de concessão de crédito em nove anos. 

A gestora se disse otimista com a recuperação econômica do Brasil. “O pouco que avançarmos [em 2017] já é algo a comemorar, tendo em vista que o país acumulou uma retração de 7% nos últimos dois anos”, opinou, sublinhando que a volta do crescimento deve se dar a partir do segundo semestre. 

Lava Jato
Maria Silvia também comentou o fato de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode criar uma força-tarefa, no Rio de Janeiro, para investigar indícios de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro que supostamente envolveram operações do BNDES no Brasil e no exterior. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, o tema vem sendo discutido há meses pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba e no Rio. O objetivo de reservar uma equipe para apurar supostos ilícitos no BNDES é dar agilidade às investigações, hoje divididas em três frentes independentes (Lava Jato, Janus e Acrônimo). “O banco já colabora com todas as investigações e vamos continuar fazendo isso”, declarou.


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