Produção industrial brasileira fecha 2016 com queda de 6,6%

Em dezembro o índice cresceu 2,3% em relação ao mês anterior

Por Agência Brasil

Produção industrial brasileira fecha 2016 com queda de 6,6%

Confirmando a retração da economia brasileira, a produção industrial fechou o ano passado com queda de 6,6%, a terceira taxa anual negativa consecutiva. Em 2015, a produção industrial brasileira havia recuado 8,3% frente a 2014 que, por sua vez, já havia fechado o ano com produção negativa de 3% frente aos 12 meses imediatamente anteriores, na série sem ajuste sazonal.

Apesar dos sucessivos números negativos nas taxas anuais, em dezembro do ano passado a produção industrial nacional cresceu 2,3% em relação ao mês anterior – nesse caso, na série livre de influências sazonais. O resultado de dezembro é a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando nos dois últimos meses de 2016 com expansão de 2,6%.

Os dados relativos à Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (PIM-PF) – Brasil foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam que as taxas anualizadas (indicador acumulado nos últimos 12 meses) permaneceram com o ritmo de queda iniciado em junho de 2016 (-9,7%). Os dados indicam ainda que em relação a dezembro de 2015 (série sem ajuste sazonal), houve queda de 0,1%, a 34ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa da sequência.

Os índices do setor industrial foram também negativos tanto para o fechamento do quarto trimestre de 2016 (-3,1%), quanto para o acumulado do segundo semestre do ano (-4,2%), as duas comparações em relação aos mesmos períodos do ano anterior.

Análise
“Quando se observam os fatores que levaram à queda da produção em 2016, percebe-se que os mesmos fatores ainda permanecem presentes na economia”, analisa André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. Entre esses fatores, segundo ele, estão a queda da renda real, a retração do mercado doméstico e do mercado de trabalho. “Então, mesmo com a recuperação de dezembro, ainda está longe de se poder afirmar que esteja havendo uma reversão de tendência. Claro que houve uma melhora de ritmo na produção industrial nestes dois últimos meses do ano, mas, ainda assim, longe de recuperar as perdas do passado ou o começo de uma trajetória ascendente da produção”, acrescenta Macedo.


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